Durante a ação foram cumpridos mandados de prisão contra 23 pessoas, incluindo o prefeito e os secretários do Desenvolvimento Agrário; Saúde; Desenvolvimento Econômico; Assistência Social; e Segurança, Defesa Civil e Patrimonial, dos ordenadores de despesas da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente e da Secretaria de Cultura, além de integrantes do Gabinete do Prefeito e da Procuradoria Geral do Município, ex-gestores municipais e representantes de empresas fornecedoras que mantinham vínculo com a Prefeitura por meio de contratos firmados com dispensa de licitação. Pacatuba recebeu um grande volume de recursos nos anos de 2021 e 2022.
O Poder Judiciário determinou ainda o imediato encerramento dos contratos da Prefeitura com as pessoas físicas e jurídicas investigadas. Durante a operação, ainda foram cumpridos 37 mandados de busca e apreensão nos municípios de Pacatuba, Caucaia, Fortaleza, Horizonte e Iguatu, sendo apreendidos cerca de R$ 400 mil e três carros de luxo durante o cumprimento dos mandados.Os gestores públicos também foram afastados de suas funções por 180 dias.
A investigação apura a prática de crimes contra a administração pública e licitatórios no âmbito da Prefeitura Municipal de Pacatuba, especialmente nos anos de 2021 e 2022. De acordo com a Procap, diversas unidades gestoras/secretarias faziam uso sistemático de dispensas de licitação, mediante a contratação de fornecedores, incluindo pessoas físicas, com indicativo de ausência de capacidade operacional, visando a execução de uma multiplicidade de atividades, com despesas estimadas em R$ 19 milhões.

Nome da operação
“Polímata” vem do grego “Polymathēs”, que significa “aquele que aprendeu muito”. Esse termo, segundo a Procap, é utilizado para designar pessoas que estudaram e aprenderam muito, compreendendo várias áreas do conhecimento humano. No caso sob investigação, os fornecedores foram contratados para a prestação de distintos serviços, o que demandaria uma multiplicidade de conhecimentos e estrutura operacional, o que não foi comprovado durante as investigações.
A defesa
A defesa de Carlomano Marques, representado pelo advogado Leandro Vasques, confirma que o mandato foi cumprido, contudo, por conta dos problemas de saúde do gestor ele foi conduzido ao hospital, onde permanece sob escolta policial com o intuito de ouvi-lo nos próximos dias, em virtude de sofrer de uma série de comorbidades.
Confira a Nota da defesa de Carlomano Marques:
“A defesa do prefeito de Pacatuba Carlomano Marques representada pelo advogado Leandro Vasques informou que só iremos nos pronunciar após o amplo e irrestrito acesso ao conteúdo investigativo, o qual já solicitamos ao TJCE. Adianto que expusemos aos Representantes do Ministério Público que estavam a cumprir a ordem judicial que o prefeito Carlomano Marques, que é septuagenário, precisava ser hospitalizado por reunir algumas comorbidades sensíveis que repercutem em sua saúde como, hipertensão, sequelado de AVC, portador de insuficiência cardíaca grave e miocardiopatia isquêmica, no que os senhores Promotores de Justiça, prudente e responsavelmente aquiesceram. Desta forma o Prefeito Carlomano já se encontra internado numa unidade hospitalar à disposição das autoridades, pois sequer reunia cenário favorável a prestar depoimento”.
(Foto: reprodução/Facebook)





