Reginaldo Silva- Professor, Radialista e Jornalista

Diante da informação de que o próprio Lula (PT), teria sinalizado ao senador eleito Camilo Santana (PT) de que existe uma pressão interna por cargos no futuro governo e dificilmente haverá espaço para dois representantes do Ceará em seu governo, o mínimo que as correntes petistas do Estado deveriam fazer era unir forças em defesa do nome de Izolda Cela para o MEC.
Além do senador eleito Camilo Santana, os deputados federais Luizianne Lins, José Guimarães e José Airton, que exercem forças diferentes no partido, devem falar a mesma língua ou serão engolidos pelas lideranças do sudeste do país.
A vitória de Elmano de Freitas, no primeiro turno, sempre credenciada justamente ao ex-governador Camilo Santana, também só foi possível graças ao apoio de Izolda que não pesou a mão da máquina do governo, além de deixar o próprio partido, o PDT.
O argumento de líderes petistas de outras regiões do país de que Izolda não pertence a sigla, não é alegação suficiente para barrar o nome da atual governadora cearense para pasta, por tudo que representa para a Educação do Estado, tornando-se, inclusive, referência nacional.
O PT do Ceará e do Brasil, ganhou as eleições, porque milhões de brasileiros, queriam o Bolsonaro, longe da presidência, mas, o PT precisa tirar essa imagem de “barreira de rio”, “que só cai para dentro”, é imperioso dividir espaços com aliados e de preferência com aqueles que tenha capacidade de somar, não só com o PT, mas com o próprio país.





