No documento, os profissionais afirmam que o cenário epidemiológico do Estado poderia estar em situação ainda mais preocupante, não fosse a imunização em massa da população contra o novo coronavírus. “Estamos vivendo uma elevação significativa no número de novas pessoas infectadas pela Covid-19. Uma crescente exponencial, ao mesmo tempo em que, ainda bem, somos um estado e uma cidade [Fortaleza] com taxa de cobertura vacinal acima de 70%”, diz trecho da carta.
Os médicos ainda manifestam preocupação pelo que chamam de relativização da vacina, corrente formada por pessoas contrárias à vacinação e que questionam deliberadamente, por meio das redes sociais, a eficácia dos imunizantes — já comprovada cientificamente em estudos e testes laboratoriais. “É muito importante que neste momento não haja nenhuma comunicação relativizando a eficácia das vacinas. A ciência já documentou muito claramente: a vacinação, especialmente a vacinação completa, com duas doses e o reforço, evita adoecimento pela Covid, especialmente a variante Ômicron, e evita complicações”, enfatiza o documento.
Os profissionais alertam ainda que, caso a postura não seja revista por essa parcela da população, a tendência é que o Estado volte a ter sua rede de assistência hospitalar pressionada pelo aumento na demanda por internações em leitos clínicos e de UTI.
“Em pouco tempo, se continuarmos com essa postura, a quantidade de pessoas infectadas será tão grande que, mesmo com chance relativamente pequena de haver complicações, em números absolutos haverá muita gente adoecendo de forma séria. A quantidade de pessoas que vão precisar de hospital, de UTI, que vão adoecer gravemente, a quantidade de pessoas que vão morrer será muito grande”, alerta a carta dos profissionais.
Na carta, os profissionais também defendem que diante do atual quadro da pandemia no Ceará, as atitudes mais corretas são o respeito às medidas sanitárias de prevenção ao contágio e ampliação do processo de vacinação para o público infantil, além da aplicação massiva da dose de reforço em gestantes, pessoas com comorbidades e idosos.





