Em pesquisa realizada pelo Ibope nos dias 26 e 27 de novembro há três dias da eleição, o Ibope apontava Sarto com 61% dos votos válidos e Capitão Wagner com 39%. É essa divulgação dos números relacionados aos votos válidos que vem confundindo a cabeça do eleitor e levando a descrença dos resultados das pesquisas de opinião pública divulgadas pelos principais institutos do País.
Quando vamos observar os números totais da pesquisa conseguimos enxergar que eles não foram tão distantes da realidade, se não vejamos: Essa mesma pesquisa do Ibope que apresentou Sarto com 61% e Wagner com 39% dos votos válidos, apresentou o seguinte resultado dos números totais, Sarto 54%, Wagner 35%, Brancos e Nulos 7% e Indecisos 4%.
Sarto ganhou a eleição com 51,69%, portanto dentro da margem de erro apresentada. Wagner vinha crescendo lentamente, com os dois últimos debates e com maior visibilidade na comparação dos dois candidatos, ganhou muito mais projeção na reta final da campanha, com um segundo turno menor do que o das eleições anteriores, esse crescimento não foi captado pelas pesquisas nos três dias que antecederam o pleito eleitoral.
DATAFOLHA
O mesmo ocorreu com o Datafolha que entrevistou 1.471 eleitores de Fortaleza nos dias 27 e 28 de novembro de 2020. Em uma pesquisa com uma margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de confiança de 95%.
A pesquisa anterior do próprio Datafolha, realizada em 18 e 19 de novembro já apontava uma queda de Sarto e um crescimento de Wagner. Na divulgação da última pesquisa quando são considerados apenas os votos totais, Sarto tinha 49%, Capitão Wagner 36%, Brancos/nulos e indecisos somavam 15%, o que sinalizava que boa parte do eleitorado iria decidir na última hora, levando-se ainda em consideração que os dois últimos debates foram decisivos para nortear o eleitor na hora definir seu voto.
Os números totais, não foram tão distantes da realidade, a divulgação dos votos válidos é que não bate com o resultado real da eleição. O mesmo aconteceu em outras capitais do País, cabe agora aos Institutos de pesquisa reverem a forma de divulgação dos dados, sobretudo, quando se trata de votos válidos, ou correm sérios riscos de aumentarem ainda mais a descrença do eleitor em relação a pesquisas eleitorais.
(Reginaldo Silva- Ceará Notícias)






