Com manifestações em alusão a conscientização sobre suicídio programada para acontecer na quarta-feira (24), a população do município de Crateús passa a ser chamada mais atenção sobre a importância de prevenção contra o que é considerado gatilho para o suicídio, que é a depressão.
Diante do tema, alguns profissionais da comunicação ficam na dúvida se devem ou não noticiar casos do tipo, principalmente após sugestões de autoridades do Ministério Público do Ceará após recente entrevistas na mídia local.
Porque não publicar sobre suicídios
Em conversa com o repórter Reginaldo Silva do site “Ceará Notícias”, o jornalista Nathan Loiola, que possui um portal de notícias em Crateús, afirma ter estudado sobre o assunto, e possui uma conclusão que o faz não publicar sobre suicídios.
Ele afirma que a conclusão se deu após considerar um manual da Organização Mundial da Saúde, publicado no ano 2000, intitulado “Prevenção do Suicídio: um manual para profissionais da mídia”.
De acordo com o manual, “a maioria dos suicídios não é mostrada pelos meios de comunicação”, e um estudo indica que após divulgação de novelas e até livros em que destacam casos de suicídios foram suficientes para aumentos de casos entre a população, como caso famoso e recente refere-se ao livro Solução Final – Praticabilidade da Auto-eliminação (Final Exit), escrito por Derek Humphry. Depois da publicação deste livro, aumentaram os suicídios em Nova York usando os métodos nele descritos.
“Eu não sou contra quem noticia, a imprensa é e deve ser livre”, declara. Ele ainda afirma que há exceções. “É claro que caso haja falecimento de pessoas públicas ou muito conhecidas pela sociedade por este motivo, caso eu tenha acesso as informações irei divulgar, mas com cautela para não enaltecer a forma como foi praticado o ato”, declara.
Para acessar o manual da Organização Mundial da Saúde sobre o assunto, é só clicar aqui.






