Todo mundo tem na vida um professor que o marcou, por um trabalho, uma frase, uma experiência, algo que o direcionou para algum caminho ou que agiu como espécie de bússola em nossas vidas. Na minha época de estudante, tinha um professor que sempre dizia: aluno não é saco de se encher, é lâmpada de ascender.
Hoje, apenas 2,4% dos alunos de 15 anos têm interesse em ser professor. Há dez anos, o porcentual era de 7,5%. Os dados são do relatório Políticas Eficientes para Professores, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Na média, os países avaliados também tiveram queda na proporção de alunos de 15 anos interessados pela carreira. O porcentual passou de 6% dos adolescentes para 4,2%. Segundo o estudo, a baixa atratividade da carreira se deve ao pouco reconhecimento social e aos salários.
No Brasil, o relatório indica que quanto menor a escolaridade dos pais, maior é a proporção dos interessados na carreira. Os dados mostram que a profissão é a escolha de 3,4% dos jovens filhos de pais que só concluíram o ensino fundamental. Entre os filhos de pais que cursaram até o ensino superior, o porcentual cai para 1,8%.
Essa é a triste realidade de um País, que necessita urgentemente passar por uma grande revolução educacional.






