Estacionado em 1%, na última pesquisa Datafolha, o presidente Michel Temer já admite a interlocutores mais próximos a possibilidade de não concorrer para disputa de um segundo mandato. Sua missão seria tentar unificar as forças de centro com o objetivo de manter viva a chama de seu governo e de sua gestão. Tanto o MDB, quanto o PSDB, estão preocupados com a estagnação de uma candidatura de centro, enquanto assistem ao crescimento de uma candidatura oriunda do Poder Judiciário, protagonizada pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa (PSB).
O entrave da aliança entre os dois partidos permanece no fato de que o tucano teria que incorporar ao seu discurso a defesa do governo Temer. Por essa razão, MDB e PSDB ainda mantém sua candidaturas. O ponto positivo seria a ampliação do tempo de rádio e televisão que os dois teriam na campanha eleitoral e a ampliação dos palanques regionais.
A proposta de uma possível união de Alckmin e Meireles já tem aval de boa parte da cúpula do PSDB, mas os caciques Fernando Henrique Cardoso e Tasso Jereissati, ainda não se manifestaram sobre essa possível aliança. A proposta foi levada ao ex-governador pelo ex-prefeito João Doria, que reuniu-se com o presidente no sábado. O tucano viu a tese “com bons olhos” e pediu ao comando de sua pré-campanha que inclua o nome de Meirelles nas pesquisas internas sobre a viabilidade de potenciais candidatos a vice. Além do ex-ministro, estão nesta lista Mendonça Filho (DEM-PE) e Álvaro Dias (Podemos-PR).
Do lado do MDB, por ora, Meirelles não admite a possibilidade de ser vice. Segundo auxiliares do ex-ministro, ele preferiria ficar fora da disputa se não encabeçar a chapa.
(Com informações, Estadão)






