O tom ainda mais cauteloso do diretor de futebol Rodrigo Caetano na apresentação de Marlos Moreno não foi à toa. Apesar dos acertos com os jogadores nesta janela – em valores de salários com Vágner Love, Walace e Pablo -, a chegada de mais reforços segue em compasso de espera. Nessa terça-feira, a única negociação que avançou foi com o volante do Hamburgo.
O clube alemão e o representante do jogador Rogério Braun – além de um agente autorizado pelo Rubro-Negro que está na Alemanha – sentam novamente à mesa para tratar de “detalhes importantes” pelo empréstimo de volta ao futebol brasileiro. O tempo de contrato pode definir ou inviabilizar a negociação. O Flamengo queria 18 meses, mas os alemães nem admitem essa possibilidade. A tendência é, em caso de acerto final, Walace assinar até o fim de 2018 com o Fla.
Se há convergência no caso Walace, a negociação por Pablo estagnou – ele, inclusive, será relacionado para o jogo do Bordeaux no fim de semana. O Flamengo insiste nas tratativas e ainda confia em avanço, mas considera a situação difícil. O clube carioca fez oferta bem abaixo da pedida inicial do Bordeaux – que era de cerca de 6 milhões de euros (mais de R$ 20 milhões). A forma de pagamento também precisaria atender aos franceses. O Rubro-Negro sinalizou parcelamento na compra, como costumeiramente fez suas investidas recentes.
A bola está com o Bordeaux – diz um dirigente do Flamengo, que admite dificuldade de encontrar soluções de bom nível para o caso de Pablo não vir para o clube carioca.
Depois de vender Mancuello por R$ 6 milhões, receber a multa de Rueda – cerca de R$ 2,4 milhões – e desonerar a folha em quase R$ 2 milhões – além da desoneração de negociações de R$ 1,2 milhão, há a suspensão contratual de Guerrero -, o Flamengo abre espaço para novas investidas. Mas o mantra na Gávea é pelo respeito rigído e irrestrito aos limites do orçamento./ge






