
PONTO POLÍTICO
Reginaldo Silva- Ceará Notícias
A frase “a eleição passou” repetida várias vezes pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para sinalizar que é hora de olhar para frente e aceitar o resultado das urnas, abre caminho para uma direita no país não submissa à família Bolsonaro, sobretudo após a fuga de Flávio para os Estados Unidos.
A postura de Tarcísio de Freitas representa uma clara demarcação de território político, com vistas às eleições presidenciais de 2030. Antes disso, porém, o cenário político passará pelas eleições municipais de 2028, quando serão eleitos prefeitos e vereadores.
No Ceará a direita bolsonarista comandada por André Fernandes saiu fortalecida do pleito, com o parlamentar ostentando o posto de deputado federal mais votado da história do Ceará com 684.372 votos, superando a votação do agora tucano Ciro Gomes.
O PL também fez uma bancada de quatro deputados federais e tornou-se a terceira maior bancada da Assembleia Legislativa do Ceará.
O questionamento do título sobre a capacidade de o parlamentar liderar a direita além do bolsonarismo surge de um fato concreto na campanha em ato político realizado em Crateús e deve ter se repetido em outras regiões do estado.
Em Crateús, André Fernandes chegou para um ato político, desceu do carro, pulou por cima de outro carro até chegar ao seu paredão, sem prestigiar nenhuma liderança local no ato político. A única estrela no palco era ele. O estilo de André vem dando certo e deu certo até aqui, o resultado da eleição para presidente apresenta um novo cenário e o pós-eleitoral traz novos desafios.
A pergunta agora é: a direita não bolsonarista do Ceará seguirá o caminho de independência política sinalizado por Tarcísio de Freitas ou permanecerá subordinada à liderança da família Bolsonaro?






