“O cidadão que sai escondido do seu país é porque deve alguma coisa ou tem medo de alguma coisa. E não vá dizer lá fora que o Brasil não tem democracia. Se não tivesse democracia, um miliciano não poderia ser candidato à Presidência. Lamento a falta de respeito que ele teve com eleitores dele e com a democracia”, declarou o presidente reeleito.
Lula também relembrou o período em que foi investigado e preso no âmbito da Operação Lava Jato. Segundo o presidente, apesar de ter recebido convites para deixar o Brasil e buscar abrigo em embaixadas, decidiu permanecer no país para enfrentar as acusações.
“Resolvi ficar no Brasil e me entreguei à Polícia Federal porque queria desmascarar meus acusadores e provar minha inocência. E estou aqui para o quarto mandato. Quem não deve não teme”, afirmou.
A saída de Flávio Bolsonaro ocorreu dois dias após sua derrota para Lula, no domingo (25/10). Segundo a agência Reuters, o senador viajou para os Estados Unidos após descumprir o prazo determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seus passaportes à Polícia Federal.
Flávio é investigado em inquéritos no STF e nega irregularidades. Na segunda-feira (26/10), antes da viagem, havia declarado que permaneceria no Brasil para organizar a oposição ao governo Lula.
Durante o pronunciamento, Lula também defendeu o respeito ao resultado das urnas e lembrou que já perdeu eleições presidenciais, mas permaneceu no país. O episódio amplia a repercussão política da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil após a disputa presidencial de 2026.
(Foto: Ricardo Stuckert/PR)






