Segundo Camilo, a campanha identifica uma diferença entre a mobilização popular registrada nas ruas e o alcance dos conteúdos nas plataformas digitais, o que, na avaliação da coordenação, levanta suspeitas de interferência no processo eleitoral.
“Há uma tentativa clara de tentar impedir os avanços da campanha do presidente Lula no Brasil”, declarou o senador durante entrevista a jornalistas.
Camilo destacou que a eleição está equilibrada e que a atuação das redes sociais pode influenciar o resultado do segundo turno, marcado para domingo (25/10).
Diante das suspeitas, a campanha de Lula anunciou a preparação de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), tendo como fundamento a suposta atuação irregular da Meta na distribuição de conteúdos eleitorais.
O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, também criticou a empresa e classificou o caso como motivo de preocupação para a democracia. Segundo ele, a possível interferência das grandes plataformas digitais em eleições não é um problema exclusivo do Brasil, mas uma questão de alcance mundial.
A coordenação da campanha petista também pretende dar repercussão internacional às denúncias.
A Meta nega qualquer favorecimento eleitoral e afirma que os problemas relatados decorreram de falhas técnicas, sem direcionamento político. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já determinou que a empresa assegure tratamento isonômico às candidaturas, mas não concluiu que houve manipulação deliberada.
A controvérsia acontece na reta final de uma disputa presidencial marcada pelo equilíbrio entre Lula e Flávio Bolsonaro, ampliando o debate sobre a influência das plataformas digitais no processo eleitoral brasileiro.






