Em boletim médico divulgado durante a tarde, o hospital disse que o deputado está em observação na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). De acordo com o corpo clínico, ele deve receber alta nas próximas 48h caso o quadro seja mantido.
“O paciente encontra-se clinicamente estável, sob monitorização cardíaca contínua, sem novos episódios de arritmia desde a internação”, diz boletim assinado pela cardiologista Ludhmila Hajjar e pelos médicos Paulo Marcelo Gehm Hoff e Daniel Favarão Del Negro.
Janones deu entrada no hospital pouco antes das 2h desta segunda reclamando também de falta de ar, segundo a assessoria do próprio deputado. O episódio ocorreu horas após o debate entre Lula e Flávio na Band, na noite de domingo (18).
A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles e confirmada pela Folha nesta manhã.
Lula e Flávio se enfrentaram em um debate pela primeira vez nesta eleição. Criador do “Exército do Lula” no WhatsApp, com mais de 5 milhões de seguidores, Janones acompanhou o petista na emissora.
O programa teve trocas de acusações de corrupção, menções a familiares de ambos e interrupções frequentes da plateia. Os candidatos se acusaram mutuamente de mentir, e Lula cobrou do adversário, repetidas vezes, explicações sobre os R$ 134 milhões pedidos ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Flávio terminou o primeiro turno com 47% dos votos válidos, contra 45% de Lula.
Logo após o resultado do primeiro turno, Janones começou a reunir uma tropa digital no canal do WhatsApp para ampliar o alcance do presidente nas redes sociais. Em menos de duas semanas, o grupo saltou de 50 mil seguidores para 5 milhões, segundo o próprio deputado.
Levantamento da empresa de análise de dados Datrix mostra que a campanha petista cresceu nas redes à medida que o “Exército do Lula” ganhou maior proporção.
No WhatsApp, Janones envia áudios e vídeos orientando os seguidores a compartilhares publicações, vídeos e fazerem postagens de forma unificada.
Na manhã de sábado (17), após convocação do deputado, os apoiadores de Lula inundaram as redes com fotos vestindo roupas em verde e amarelo e fazendo o sinal de “L” com as mãos.
“Nós vamos pegar de volta os nossos símbolos”, disse Janones em um vídeo publicado no canal. Segundo o deputado, a ação buscava alcançar também eleitores que não são lulistas.
O canal ficou no centro de uma disputa com a campanha de Flávio e com o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, para se manter no ar. O ministro mandou censurar o grupo sem ter indícios ou provas de propagação de fake news, o que havia sido apontado pela campanha bolsonarista.
Embora Janones tenha dito que tomou a iniciativa por conta própria para tentar aplicar, com a militância, estratégias já difundidas pela direita nas redes sociais, após a derrubada, o canal foi registrado na Justiça Eleitoral como parte da campanha de Lula./Folha SP
(Foto: Reprodução)






