Em uma eleição tão acirrada, com os nervos a flor da pele, é perfeitamente normal que os ânimos se acirrem em um debate eleitoral às vésperas do segundo turno.
Lula começou o debate da TV Bandeirantes mais nervoso e Flávio ganhou terreno ao falar da entrevista de Roberta Luchsinger, empresária que acusa o filho do Lula de atuar como lobista no governo.
Lula logo inverteu a lógica da discussão e colocou Vorcaro no debate. Flávio sentiu o golpe e ficou desconcertado. Ao tentar se sobressair ironicamente da situação, pediu ao presidente que ficasse ao seu lado e recebeu uma resposta indesejada: Lula disse que queria distância da família Bolsonaro e de miliciano.
O restante do debate seguiu o mesmo tom de troca de acusações, cada um falando para seu público com medo de cometer algum escorregão que pudesse comprometer a campanha.
O debate acrescentou muito pouco em termos de propostas para o governo futuro. No entanto, uma coisa chamou a tenção de todos, a estratégia de Flávio Bolsonaro se posicionar o tempo todo atras de Lula fazendo gestos de negação para desconcentrar o presidente, a compostura do candidato foi totalmente inadequada para quem se propõe a governar o país.
Em um debate para presidente da República, se espera de todos os candidatos: dignidade, seriedade, civilidade e respeito ao adversário, além de o candidato ser um presidente da República, ainda é um octogenário, portanto, não se pode aceitar a falta de compostura de um candidato, neste, ou em qualquer outro debate, pois, tratam-se de homens públicos que buscam gerir uma grande nação como o Brasil.
Nas considerações finais, prevaleceu as manifestações da plateia que começaram a interferir, já que os apresentadores poderiam ter feito ao longo das argumentações dos dois candidatos e não o fizeram.
Ao fim e ao cabo, o eleitor deve pesar que tipo de presidente ele quer para governar o país, a partir do próximo ano, longe do calor das ruas, ele precisa escolher qual o projeto, quais ações de governo, que tipo de postura ele quer do novo presidente, quais são as ideias defendidas pelo candidato e qual dos candidatos mais se aproxima da sua vida como cidadão? Depois de responder a essas questões ele está pronto para decidir em quem vai votar no próximo dia 25.






