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Ceará Notícias > Blog > Ceará > Ciro e Elmano faltam a debate, e Delegado Huggo e Vera Lúcia discutem combate à corrupção e às facções criminosas
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Ciro e Elmano faltam a debate, e Delegado Huggo e Vera Lúcia discutem combate à corrupção e às facções criminosas

Ultima atualização: 28/09/2026 5:05 PM
Redação
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13 Min. de Leitura
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Os candidatos Delegado Huggo (Missão) e Vera Lúcia (Novo) participaram de debate ao governo do Ceará, nesta segunda-feira (28/9), em Fortaleza. O momento foi marcado também pela ausência de Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT), que estão em empate técnico na liderança da disputa, segundo a última pesquisa Quaest. Eles desistiram da participação no debate já nesta segunda.

O debate foi promovido pelo Grupo Cidade de Comunicação. Vera Lúcia foi convidada pela organização do debate; e Delegado Huggo conseguiu a participação por meio de uma decisão judicial. O confronto foi mediado pela jornalista Bianca Saraiva.

Nas redes sociais, Ciro Gomes justificou a ausência por supostas mudanças de regras no debate. “O acordo assinado em agosto entre as assessorias foi desfeito pela TV Cidade e novas regras foram criadas sem o consentimento de todos”, afirmou.

Já Elmano de Freitas lamentou a ausência de Ciro, a qual chamou de “fuga”, para justificar que também não iria ao debate. “Seria mais uma oportunidade de debater com ele sobre os dois lados desta eleição e quem tem projeto para o Ceará. Diante disso, deixarei o espaço para a candidata Vera Lúcia apresentar suas propostas. Espero que Ciro não fuja amanhã”, disse.

A dinâmica do debate deixou os candidatos livres para escolher os temas a serem conversados. Com isso, duas temáticas se sobressaíram: o combate à corrupção e às facções criminosas — ambos levantados em meio a críticas ao governo atual, gestão de Elmano de Freitas.

O debate foi dividido em quatro blocos: nos três primeiros, os candidatos faziam perguntas de tema livre com até 1 min para a pergunta; o concorrente tinha 2 min para a resposta. Em seguida, quem perguntou tinha 1m45 de réplica; e, por fim, a tréplica era de até 1 min.

Confira abaixo como foi cada bloco do debate entre os candidatos:

Primeiro bloco

No primeiro bloco, os candidatos fizeram perguntas de temas livres entre si. Cada candidato tinha 1 minuto para fazer uma pergunta, 2 minutos para a resposta, 1m45 para réplica e 1 minuto para a tréplica.

Vera Lúcia perguntou Delegado Huggo sobre enfrentamento às facções criminosas. O candidato do Missão aproveitou o momento para criticar a ausência de Ciro e Elmano.

“Nós vamos resolver o problema das facções criminosas com coragem. Nós vamos prender e matar todos os faccionados do estado do Ceará. Simples, efetivo. Nós vamos arrancar os faccionados de dentro da comunidade adotando a lei antifacção que foi recentemente aprovada pelo Congresso Nacional”, respondeu Delegado Huggo.

Delegado Huggo perguntou à Vera Lúcia sobre propostas na esfera fiscal e administrativa para reduzir os custos do Estado.

“O senhor já respondeu na sua própria pergunta. O Estado gasta mais do que arrecada. O estado não tem responsabilidade com o dinheiro público. É muito fácil gastar o direito dos outros. Nós precisamos de um Estado mais enxuto. Ele é responsável por saúde, educação e segurança”, respondeu a candidata do Novo.

Encerrando o bloco, Vera Lúcia perguntou ao Delegado Huggo sobre saúde pública.

“Hoje o problema de saúde é problema de gestão. Um problema de desvio de verba pública através de uma máfia de cooperativas de saúde que, inclusive, muitas delas já foram denunciadas e o governador Elmano de Freitas já foi intimado a cancelar muitos desses contratos, porque esses contratos são fraudulentos”, respondeu o candidato do Missão.

Segundo bloco

O segundo bloco teve uma dinâmica similar à do primeiro. Os candidatos fizeram perguntas de temas livres entre si. Cada candidato tinha 1 minuto para fazer uma pergunta, 2 min para a resposta, 1m45 para réplica e 1 min para a tréplica.

Delegado Huggo começou perguntando a Vera Lúcia sobre combate à corrupção.

“Na verdade, a corrupção está realmente alastrada em todas as partes do Governo, da Presidencia da República. Infelizmente é uma das coisas mais terríveis da nossa sociedade, porque ela tira o pão da boca das crianças, destrói com a força de trabalho do povo. O Partido Novo não tem ninguém envolvido em nenhum escândalo”, respondeu Vera.

Vera Lúcia perguntou sobre educação pública e citou um suposto esquema de corrupção milionário no estado.

“O que a candidata Vera está falando é só mais um exemplo de todo o modelo de corrupção e desvio de verba pública por aquele covarde ali [apontando para o púlpito vazio do candidato petista], chamado Elmano de Freitas. Ele sistematizou no estado do Ceará a corrupção entre os prefeitos através do Bebeto do Choró. O Bebeto do Choró que não é preso porque se for preso metade do PT cai junto”, respondeu Huggo.

Delegado Huggo perguntou a Vera Lúcia sobre equipamentos para cultura e esporte que são subutilizados.

“Geralmente esses gestores que estão há anos dominando o nosso estado, eles gostam muito de construção. Eles constroem mas não sabem de onde vão tirar o recurso para manter aqueles equipamentos. Não basta só construir, precisa manter esses equipamentos. Então, a harmonia entre o público e o privado é importantíssima”, respondeu Vera.

Terceiro bloco

O terceiro bloco teve a mesma dinâmica dos blocos anteriores. Os candidatos fizeram perguntas de temas livres entre si. Cada candidato tinha 1 minuto para fazer uma pergunta, 2 minutos para a resposta, 1m45 para réplica e 1 minuto para a tréplica.

Delegado Huggo começou perguntando e escolheu falar de segurança pública, com foco nas facções criminosas.

“Isso é um câncer no nosso estado, no nosso país na verdade. Graças a Deus, nós do partido Novo temos o melhor projeto elaborado pelo nosso General Theophilo de segurança, que foi nosso melhor representante no governo do Bolsonaro. Mas esse projeto não é imediatista, porque nada se consegue resolver e realmente exterminar se a gente começa sendo só imediatista”, respondeu a candidata do Novo.

Vera Lúcia perguntou sobre o desaparecimento de crianças no Ceará dentro do contexto de crimes sexuais.

“Quando eu fui delegado de Quixeramobim, nós fizemos o maior enfrentamento aos crimes contra criança e adolescente; principalmente crimes de desaparecimento, de violência sexual, crimes de maus-tratos. Fizemos um enfrentamento ferrenho na cidade colocando muita gente maldosa, malvada, muitas vezes da própria família dessas crianças, na cadeia. Do mesmo modo fizemos isso em Caucaia quando eu fui delegado”, respondeu o candidato do Missão.

Quarto bloco

Encerrando o debate, no quarto bloco os candidatos tiveram 2 min para as considerações finais.

A primeira a falar foi Vera Lúcia:

“Cearenses, eu quero terminar esse debate contando a minha história, porque ela é a história de todos vocês também. Eu não nasci de berço de ouro, eu não recebi herança política, eu não tive padrinhos que me indicaram o caminho. Tudo o que eu construí, eu construí com trabalho, com coragem, fé em quem acredita num Ceará e um Ceará que pode ser melhor. É por isso que hoje eu estou aqui. Eu não estou aqui para ser mais uma nesse confronto e nesse palanque. Eu estou aqui para ser a primeira mulher do Partido Novo no Ceará a colocar o seu nome à disposição do governo do Estado. Eu sou hoje a única mulher nordestina, pelo nosso partido, a pleitear um cargo ao governo do Estado. Eu carrego essa responsabilidade com orgulho, mas eu carrego principalmente com compromisso de governar para todos. Porque eu sei as dores das mulheres, eu sei que deve ser olhar para o filho e querer um futuro melhor e não encontrar nos nossos gestores. Eu sei o que é trabalhar, acordar cedo e não poder confiar no amanhã. Eu sei a dificuldade de uma mãe, de um pai, quando chega o final do mês. Segurança, a gente nem fala porque a gente não tem. Um filho para voltar para casa tem as dificuldades. Saúde, a gente também nem pode falar. Por isso, eu acredito que o Ceará não precisa mais de promessas. O Ceará precisa de coragem e de trabalho. Gostaria muito de agradecer a essa oportunidade, porque nós precisamos gerar mais emprego e renda para a população. Eu agradeço a Deus e a todos vocês e a esse brilhante debate e a TV Cidade por essa oportunidade. Que Deus abençoe a todos. Meu número é 30. Nós temos o melhor general e o melhor candidato ao governo, ao Senado, no Ceará”, declarou a candidata do Novo.

Em seguida, falou Delegado Huggo:

“Primeiramente, eu queria mandar aqui um feliz aniversário para a minha esposa, Marcela Rodrigues. Meu amor, parabéns. Que Deus te abençoe. Eu sou o homem mais feliz do mundo e mais honrado por estar ao seu lado. Muito obrigado por fazer eu ser esse homem que eu sou. Sem você, eu não seria metade disso que eu sou. Fora isso, eu queria te falar um negócio, cearense. Está na hora. Basta. Não dá mais. Não dá mais. Eu não preciso estar aqui. Eu não precisava estar aqui. Eu não preciso da política. Da onde eu vim, da onde eu nasci e cresci, eu vivo melhor do que a maior parte da população brasileira. Da minha realidade, de onde eu nasci, lá no morro, eu estou muito bem, obrigado. Eu vim para cá porque já chega. Eu não aguento mais. E eu sei que você também não aguenta. Não aguenta mais as facções. Não aguenta mais os serviços de saúde. Não aguenta mais essa educação que nós temos hoje no Estado do Ceará. Não aguenta mais a falta de emprego e renda. Não aguenta mais a falta de oportunidade para ser alguém. Você não precisa trilhar o caminho que eu trilhei, que foi muito difícil para eu estar aqui. Eu quero te ajudar a trilhar um caminho fácil. Eu quero te ajudar a conseguir ter oportunidade de emprego e renda e não depender de auxílio de governo. Não depender de Bolsa Família, não depender de Pé-de-Meia. Eu preciso que você faça um ato de revolta agora. Eu preciso que você, no dia 4 de outubro, vote 14 para o presidente Renan Santos. Para ‘desfavelizar’ o Brasil. Porque a favela vence quando ela deixa de existir. Quando ela tem serviços básicos e quando a população não é tratada como bicho, como hoje acontece. Eu preciso que você vote 14 para o governo do Estado para eu te mostrar como é possível livrar o Ceará das facções. Eu preciso que você vote 14 para deputado federal. Nós temos inúmeros deputados federais do interior. Nenhum deles é cacique político. Gente do povo para trabalhar por você. Então, no dia 4 de outubro, vote 14”, declarou o candidato do Missão./g1

(Foto: Reprodução)

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