A professora Isorlanda Caracristi disse que a prisão de João representa, para a família, o início de um “processo de justiça”:
“Recebi hoje a certidão de óbito da minha filha. Eu sonhei um dia receber um certificado de conclusão de curso, o diploma dela de direito, formatura. Jamais passou pela minha cabeça receber a certidão de óbito. Com a prisão preventiva dele, hoje eu sinto dentro do meu coração que o processo de justiça pela morte da minha filha se inicia”, declarou.
João Munhoz foi preso preventivamente nesta terça-feira (22). Ele foi detido em um condomínio no bairro Aldeota, na capital cearense.
O pedido de prisão preventiva tem como base os seguintes artigos do Código Penal:
- 122, induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar automutilação ou fornecer material para que a vítima provoque ferimento contra si;
- 147, ameaça.
A advogada Lígia Peixe, que representa a defesa de João Munhoz, criticou a prisão preventiva, a qual ela disse que a pegou de surpresa. “Ontem ele se apresentou voluntariamente, entregou o celular, eu deixei meus telefones, disse que a hora que precisassem ouvi-lo, ele estaria em qualquer lugar para ser ouvido. Demos o endereço e, de repente, a gente é surpreendido com isso”, comentou.
Lígia Peixe disse ainda que, desde a morte, o cliente está fragilizado e sob efeito de remédios, mas não especificou quais medicações.
A morte da jovem ocorreu no dia 13 de setembro, mas ganhou repercussão nas redes sociais na sexta-feira (18), depois que a mãe da vítima divulgou um vídeo cobrando explicações e justiça pelo caso.
O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) informou, em nota, que os “procedimentos de competência do Poder Judiciário relacionados à investigação sobre a morte da estudante Isabelle Caracristi tramitam em segredo de Justiça”./g1
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)






