O confronto começou quando Ciro citou o deputado federal Yury do Paredão e Júnior Mano, primeiro suplente de Cid Gomes na chapa ao Senado apoiada por Elmano. O candidato tucano afirmou que os dois estariam sendo investigados pela Polícia Federal e questionou diretamente o governador sobre a presença deles em seu campo político.
“Agora repare uma coisa, ele entregou R$ 40 milhões para o Yury do Paredão, através de associações fantasmas faturar. Está respondendo a inquérito da Polícia Federal. O Júnior Mano está no mesmo inquérito respondendo também, e está na suplência da sua chapa. Ou não é verdade?”, afirmou Ciro. As declarações representam acusações feitas pelo candidato durante o debate e, por si só, não significam comprovação de culpa dos citados.
Elmano reagiu imediatamente, classificando a acusação do adversário como mentira. O governador também acusou Ciro de utilizar critérios diferentes quando se refere a aliados e adversários. “Ele só fala dos aliados. Ele só olha assim: ‘quem é adversário dele só tem defeito e quem é aliado dele não tem defeito nenhum’”, rebateu.
Na sequência, Elmano trouxe para o confronto o nome do ex-deputado Adail Carneiro. “O Adail Carneiro foi ou não foi pego com R$ 2 milhões?”, perguntou. Ciro respondeu: “Foi absolvido depois”, tentando rebater a comparação apresentada pelo governador.
O clima esquentou quando Ciro levantou o dedo indicador em direção a Elmano. O governador respondeu com o mesmo gesto, e os dois permaneceram apontando um para o outro enquanto continuavam a discussão. “Vai ficar aqui na sua cara”, disse Ciro. Elmano reagiu: “Baixe seu dedo”.
Diante da escalada do confronto, o mediador precisou intervir e pedir que os dois candidatos retornassem aos respectivos púlpitos para que o debate pudesse continuar. O episódio transformou a discussão sobre investigações e responsabilidade política por aliados em um dos embates mais duros da noite.
Mais do que uma troca de acusações, o confronto mostrou uma estratégia que tende a ganhar espaço na reta da campanha: Ciro tentando vincular Elmano a questionamentos envolvendo integrantes de sua base, enquanto o governador procura responder trazendo para o debate aliados e episódios ligados ao campo político do adversário. A disputa, que já vinha marcada pelo confronto sobre segurança, saúde e gestão, passa também a incorporar com mais intensidade o histórico e as relações políticas de cada candidato.






