Segundo a plataforma Downdetector, que monitora reclamações sobre serviços digitais, as notificações começaram a aumentar após as 6h e chegaram a ultrapassar 2,4 mil registros durante o pico observado por volta das 8h. Entre as instituições citadas nas reclamações estavam Itaú, Bradesco, Nubank, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Santander, Banco Inter e C6 Bank.
Os problemas, entretanto, não atingiram todos os usuários da mesma forma. Enquanto algumas pessoas relataram não conseguir concluir transferências ou receber valores, outras afirmaram que continuavam utilizando o Pix normalmente. Após as 9h, o número de reclamações começou a recuar, indicando sinais de normalização do serviço.
A instabilidade provocou transtornos também para trabalhadores e estabelecimentos que dependem do sistema para receber pagamentos. Motoristas de aplicativo e consumidores relataram dificuldades para concluir transações durante a manhã, evidenciando o impacto de uma eventual indisponibilidade do Pix sobre atividades cotidianas.
O Itaú confirmou que sua plataforma enfrentava problemas e informou que trabalhava para restabelecer completamente o serviço. O banco orientou os clientes a verificarem o extrato antes de repetir uma operação, como forma de evitar que uma transferência eventualmente processada seja realizada duas vezes.
Até o momento das informações disponíveis, o Banco Central, responsável pela infraestrutura do sistema de pagamentos instantâneos, ainda não havia apresentado uma explicação oficial para a causa da instabilidade nem informado a extensão do problema.
O recuo no volume de reclamações ao longo da manhã aponta para uma recuperação gradual, mas usuários que ainda enfrentarem dificuldades devem conferir o histórico e o extrato da conta antes de repetir pagamentos ou transferências, especialmente quando houver dúvida sobre a conclusão de uma operação.
A expectativa agora é por um posicionamento do Banco Central que esclareça a origem da falha e confirme a completa normalização do Pix em todo o país.






