Conforme o estudo, o efetivo previsto para o estado era de 23.703 agentes militares, mas o Ceará alcançou um pouco mais do que a meta: 23.793. Já sobre o efetivo da Polícia Civil, o estado tem 4.392 dos 5.485 profissionais previstos; A Polícia Penal conta com 3.479 agentes existentes.
A discussão sobre o tamanho ideal das forças policiais é complexa, segundo o Fórum, e costuma ser conduzida por duas perguntas principais: quantos policiais existem hoje e quantos deveriam existir?
Segundo o relatório, os dados de 2025 sobre as Polícias Civis e Militares no Brasil, somados às taxas de profissionais por mil habitantes e à razão de cobertura territorial por quilômetro quadrado, “expõem a fragilidade dos critérios atualmente utilizados para dimensionar o efetivo das corporações policiais no país”.
“Em geral, os métodos adotados para se definir quantos policiais são necessários tem, por primeira variável, a demanda de trabalho que recai sobre a corporação”, diz o estudo.
Veja o efetivo na ativa por corporação no Ceará em 2025
- Polícia Militar: 23.793
- Corpo de Bombeiros: 1.963
- Polícia Civil: 4.392
- Perícia Técnica: 682
- Polícia Penal: 3.479
- Guarda Civil Municipal: 6.420
Total: 40.729
No Brasil, o efetivo ativo da Polícia Militar é o maior dentre as corporações policiais, contando com 413.319 policiais em 2025. Segundo o relatório, em comparação com a edição anterior do Raio-X (2023), houve um aumento de 8.448.
O estado com maior diferença entre efetivo previsto e existente é o Tocantins, com apenas 34,9% do efetivo previsto em exercício. O Ceará é o único estado que bateu 100%. Em segundo lugar, está Sergipe (82,4%) e, em terceiro, Espírito Santo (81,7%).
Crescimento moderado
O novo relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública ainda trata sobre os efetivos de outras corporações, como Polícia Civil, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros, Guardas Municipais, etc.
Segundo o Fórum, o estudo revela um cenário de crescimento moderado das corporações. O contingente total das forças de segurança no país alcançou 818.521 profissionais, distribuídos entre dez corporações federais, estaduais e municipais.
A Polícia Militar segue como a maior corporação do país e o Corpo de Bombeiros registrou crescimento de 4,7% em dois anos. A única que sofreu redução no efetivo foi a Polícia Penal, que teve diminuição de 3% (de 94.673 para 91.850 agentes).
“O que se mostra particularmente preocupante diante do constante crescimento da população carcerária nacional e da consequente sobrecarga estrutural do sistema prisional”, aponta o relatório.
A edição 2026 do Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil ainda alerta para o crescimento desenfreado das Guardas Municipais no país, que hoje não são fiscalizadas por nenhum órgão.
“As Guardas Municipais mimetizam, muitas vezes, a estrutura e a cultura organizacional das Polícias Militares sem, contudo, a mesma estrutura de supervisão e controle que as forças militares estaduais estão submetidas. Falta uma discussão sobre o papel do policiamento municipal na segurança pública”, critica o relatório./g1
(Foto: Reprodução)






