Em seu discurso, Ciro concentrou as críticas na expansão das facções criminosas e responsabilizou o Governo do Estado pela perda de controle de diferentes territórios. Segundo o candidato, o poder público não pode permitir que organizações criminosas determinem a rotina das cidades e limitem as oportunidades da população.
“Não é aceitável entregar as chaves das nossas cidades ao crime organizado, a chave dos cofres públicos a todo tipo de assaltante, aves de rapina, e fechar as portas do futuro aos nossos jovens”, declarou.
Ciro também acusou seus adversários de esconderem interesses e comportamentos por trás de uma imagem construída para o público. Sem citar nomes, afirmou que integrantes do grupo que governa o Ceará utilizariam “máscaras” e “disfarces” para enganar a população.
“O mais perigoso deles veste a máscara de bonzinho para esconder um coração cheio de ódio, prepotência e maldade”, disse o candidato.
Roberto Cláudio fez ataques diretos ao senador Camilo Santana, seu ex-aliado político. O candidato a vice afirmou que Camilo acumulou influência suficiente para eleger aliados para a Prefeitura de Fortaleza e para o Governo do Estado, mas questionou quais resultados essa força política teria produzido para o Ceará.
“O que é que o Ceará ganhou com isso? O domínio das facções, o abandono à saúde pública, a quebradeira do nosso Estado”, afirmou Roberto Cláudio. As declarações integram o discurso eleitoral da oposição e representam críticas ao atual grupo governista.
O ex-senador Tasso Jereissati a voz mais comedida e sensata do evento destacou a união entre integrantes da chapa, apesar das diferenças políticas e ideológicas. Segundo ele, o grupo estaria reunido por valores como coragem, espírito público e caráter.
“O que une o André, o Alcides, o Capitão, o baixinho e Ciro é caráter e coragem. É o que está faltando na política do Ceará e do Brasil”, declarou Tasso.
Os candidatos ao Senado Capitão Wagner e Alcides Fernandes seguiram a mesma linha e também concentraram suas falas na segurança pública. Ambos defenderam mudanças na política estadual de enfrentamento às facções e reforçaram que o tema estará entre as principais prioridades da campanha.
O lançamento da chapa mostrou que a oposição pretende transformar a crise da segurança em um dos principais pontos de confronto com o governador Elmano de Freitas e ao ex-ministro e senador Camilo Santana.






