Realizado na Arena Concórdia, em Campinas, o encontro marcou a primeira convenção da história do PT realizada no interior paulista para oficializar uma candidatura a cargo majoritário. A escolha da cidade também sinaliza a estratégia de ampliar a presença eleitoral da legenda fora da Região Metropolitana de São Paulo.
Os discursos deram uma amostra do tom que deverá dominar a campanha. Lideranças petistas e aliadas concentraram críticas no governador Tarcísio de Freitas e buscaram associar sua gestão ao projeto político da família Bolsonaro.
A política de privatizações do governo paulista apareceu entre os principais pontos de confronto, especialmente a venda do controle da Sabesp. O PT deverá utilizar o tema para contrapor sua proposta de fortalecimento dos serviços públicos ao modelo adotado pela atual administração estadual.
Também foram registradas críticas ao senador Flávio Bolsonaro, cuja candidatura à Presidência da República foi oficializada pelo PL no mesmo sábado. A coincidência entre as convenções reforçou a nacionalização da disputa paulista e a tendência de alinhamento entre as campanhas estaduais e presidenciais.
Outro eixo destacado no encontro foi a participação das mulheres na política. Os discursos defenderam maior presença feminina nos espaços de poder e apresentaram o tema como uma das prioridades da chapa petista.
O ex-governador e ex-ministro Márcio França, do PSB, foi confirmado como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Haddad. Com Lula e Alckmin no palanque, o PT inicia a campanha buscando recuperar espaço no maior colégio eleitoral do país e enfrentar Tarcísio em uma disputa marcada pela polarização nacional.
(Foto:Marlene Bergamo/Folhapress)






