Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), a professora de ciências encontrou a lâmina no copo na manhã de terça, em uma escola localizada no Parque Residencial União. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima havia pedido a um aluno do 8º ano que buscasse um copo de água quando foi avisada sobre a presença do objeto no recipiente.
Ainda segundo a pasta, a escola acessou imagens das câmeras de segurança, identificou os envolvidos e acionou o Conselho Tutelar. A ocorrência foi registrada como lesão corporal tentada na Delegacia Eletrônica e encaminhada à Delegacia de Polícia da Infância e Juventude de São José dos Campos, responsável pela investigação por envolver adolescentes.
O caso aconteceu na Emefi (escola municipal de ensino fundamental) Prof.ª Ildete Mendonça Barbosa.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a professora Michele Ramos relatou que havia deixado um copo vazio sobre a mesa da sala de aula. Segundo ela, enquanto estava distraída, um dos alunos colocou uma lâmina de vidro utilizada em análises no microscópio dentro do recipiente.
Pouco depois, a docente pediu água a outro estudante, que encheu o copo e o entregou a ela. Antes de beber, porém, percebeu um comportamento diferente dos alunos em sala.
“Depois que ele voltou com água, eu percebi que estava todo mundo meio agitado. Perguntei o que tinha no copo e ninguém falava. As meninas diziam: ‘Se eu fosse você, não beberia’. Mas eu senti uma certa cumplicidade”, afirmou.
A professora disse que não conseguiu visualizar a lâmina porque o recipiente tinha tampa e não era transparente. Segundo ela, alguns estudantes riam, cochichavam e faziam sinais para que um colega não entregasse a água.
“Ele simplesmente achou que tudo bem pegar um pedaço de vidro, colocar no meu copo e se exibir para a sala. A sala viu o que estava acontecendo e ficou de murmurinho, ao invés de me falar. Ainda disseram: ‘Se eu fosse você, não beberia essa água, professora’”, relatou.
A reportagem procurou a Secretaria Municipal de Educação e Cidadania de São José dos Campos por telefone e por email para obter informações sobre as medidas adotadas após o episódio, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem./Folha SP
(Foto: Reprodução)






