Ceará NotíciasCeará NotíciasCeará Notícias
Font ResizerAa
  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato
Font ResizerAa
Ceará NotíciasCeará Notícias
  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato
Pesquisar
  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato
Siga-nos
Ceará Notícias > Blog > Destaques > Uso de IA no trabalho cresce, e medo de substituição cai entre os brasileiros, diz Datafolha
DestaquesOutros

Uso de IA no trabalho cresce, e medo de substituição cai entre os brasileiros, diz Datafolha

Ultima atualização: 28/06/2026 10:24 AM
Redação
Compartilhar
8 Min. de Leitura
Compartilhar

À medida que os brasileiros aumentaram a familiaridade com chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Claude, o medo de que as máquinas substituam seus empregos recuou em um ano, segundo pesquisa Datafolha feita em junho.

Entre os entrevistados que já ouviram falar em inteligência artificial, 48% afirmam ter muito ou um pouco de medo de que a profissão seja substituída pela IA. Há um ano, esse índice era de 56%. Enquanto isso, a parcela dos que não têm nenhum medo de substituição subiu de 41% para 49%.

Ao mesmo tempo, entre as pessoas que já ouviram falar sobre IA, a parcela que já usou a tecnologia para o trabalho avançou de 17% para 24%. Também é corrente o uso da tecnologia em pesquisas na internet (25%), estudos (17%) e na criação de vídeos e imagens (4%).

São 25% os que dizem ter usado inteligência artificial para pesquisar algo, e 24%, para o trabalho; 45% afirmam nunca ter utilizado

Espontânea e múltipla, em %10 e 11.jun.2517 e 18.jun.26

Para pesquisar algum assunto

21

Para o trabalho

17

Para a escola/faculdade

13

Criar imagens/fotos/vídeos

3

Entretenimento/lazer

1

Banco, aplicativo do banco/senha

1

Saúde/consulta sobre uma doença/medicamento

1

Redes sociais

1

Outras respostas

2

Nunca utilizou

55

A pesquisa do Datafolha foi realizada nos dias 17 e 18 de junho de 2026, com 2.004 entrevistas presenciais em 139 municípios, com população de 16 anos ou mais de todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

21% declaram utilizar sempre ferramentas de IA no dia a dia; 29% dizem usar raramente a tecnologia

Estimulada e única apenas para quem respondeu que já utilizou IA, em %

Sempre

21

Frequentemente

19

Às vezes

31

Raramente

29

Não utilizou

0

Não sabe

0

A impressão da população sobre os impactos da tecnologia no mundo do trabalho vai na contramão do que pensam alguns dos maiores empresários do setor.

Neste mês, por exemplo, o CEO da Anthropic (empresa por trás do chatbot Claude), Dario Amodei, publicou um documento pedindo políticas de estímulo a contratações para conter o risco de desemprego em massa devido à inteligência artificial. Amodei é conhecido no Vale do Silício como um “catastrofista”, perfil associado à crença de que o avanço tecnológico possa causar extinção em massa ou disruptura social.

Para economistas ouvidos pela Folha, o recuo no medo de substituição pela tecnologia tem mais a ver com um rebote do catastrofismo inicial com a IA do que com o cenário real, em que os primeiros trabalhadores começam a ser trocados por robôs. “As pessoas ouviram que iria acabar o emprego de todo mundo, mas ainda existe trabalho no mercado”, diz Daniel Duque, pesquisador do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas).

O cenário de divisão na opinião dos trabalhadores se assemelha mais ao diagnóstico de incerteza feito pelo vencedor do Nobel de economia Daron Acemoglu. Para ele, a IA não deve eliminar empregos na mesma proporção em que sua adoção avança.

Ao mesmo tempo em que a tecnologia pode substituir trabalhadores em tarefas específicas, reduzindo a demanda por mão de obra, também pode diminuir os custos de produção e aumentar a eficiência. Com a redução de preços, aumentaria a procura por outros bens, o que criaria novas tarefas e empregos. É difícil avaliar em que medida as duas tendências vão se equilibrar, porque os ganhos de produtividade ainda são incertos.

Um estudo do FGV Ibre, com base em metodologia da OIT (Organização Internacional do Trabalho), concluiu que quase 30 milhões de trabalhadores no Brasil estavam em ocupações com algum grau de exposição à IA generativa no terceiro trimestre do ano passado. Isso é equivalente a 29,6% da população ocupada.

Desse total, cerca de 5,2 milhões estavam no nível mais elevado de exposição, em especial os mais jovens, mais escolarizados, na região Sudeste e trabalhando no setor de serviços, com destaque para informação, comunicação e serviços financeiros.

O economista Tomás Aguirre e a equipe da Governance AI, grupo acadêmico com foco nas implicações políticas do avanço da tecnologia, mostram outro lado da moeda: a maior parte das carreiras amplamente afetadas pela IA tem mais chances de se adaptar à nova economia, seja por especialização técnica, por ter maior poupança para suavizar a transição ou por ser mais jovem.

Com base em dados demográficos dos EUA, o grupo mostra que, na verdade, os profissionais em trabalho de escritório são os mais vulneráveis, uma vez que engenheiros da computação e advogados, por exemplo, estão muito expostos à IA, mas também teriam mais recursos para se adaptar após a demissão. O artigo divide a exposição à tecnologia em duas situações: substituição e complementaridade.

O cenário do Brasil é mais grave, diz Aguirre. O país tem grande taxa de trabalhadores expostos à substituição e menor poupança. “O risco que eu vejo está na classe média: ela pode ficar descoberta, porque a proteção social, pensando no Bolsa Família, não é desenhada para ela”, afirma o economista.

Entre os brasileiros, por uma questão de escolaridade e perfil da economia, com maior peso para o funcionalismo e serviços menos intensivos em tecnologia, há mais ocupações ligadas a tarefas repetitivas, como área de recursos humanos ou composição de jingles. Serão áreas como essas em que haverá um enxugamento da força de trabalho, de acordo com Duque, do FGV Ibre.

“Toda revolução tecnológica tem seus perdedores de curto prazo”, diz o economista do FGV Ibre. Os dados, segundo ele, mostram que os jovens, neste primeiro momento, são as principais vítimas.

Para Duque, cargos gerenciais associados a pessoas mais experientes são menos vulneráveis. “A IA não toma decisões, e quanto mais a pessoa cresce em um cargo, mais aumenta a atribuição de tomar decisões”, afirma.

A pesquisa do Datafolha mostra que a maior parte da população brasileira é contra o uso de automação na tomada de decisões. Para 79% dos entrevistados, por exemplo, o uso de modelos de IA em contratações e demissões é inadequado.

Reprovam contratações e demissões feitas por IA, 79%; outros 68% rejeitam o uso da ferramenta para tratamentos médicos

Em %Contratações e demissões de empregosAprovação de crédito bancárioTratamentos médicos

Aprovam

19

Desaprovam

79

Não aprova nem desaprova

1

Não sabem

2

A adoção da tecnologia é frequente tanto em plataformas de recrutamento, como Gupy e Infojobs, quanto nos departamentos internos de recursos humanos, responsáveis por definir cortes durante anúncios de demissão.

Mais de dois terços da população (68%) também desaprova o uso de IA em decisões sobre tratamentos médicos. No mesmo patamar, 67% são contrários a decisões automatizadas na concessão de crédito, prática comum no ambiente bancário./Folha SP

(Foto: Reprodução)

Compartilhar Notícia
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram
O que você acha?
Feliz0
Amor0
Embaraçar0
Triste0
Nervoso0
Surpresa0

Veja Também

CearáDestaques

Em Quixadá, Guimarães e Ilário fortalecem Raimundo Martins e Manoela Pimenta

28 de junho de 2026
DestaquesEsporte

Com gol de Messi, Argentina bate Jordânia e faz 2ª melhor campanha da Copa; veja os melhores momentos

28 de junho de 2026
DestaquesOutros

Ministério da Saúde inicia projeto-piloto com semaglutida no SUS

28 de junho de 2026
CearáDestaques

Rodoviários aceitam proposta e encerram greve no Ceará

28 de junho de 2026

 

CONTATO
[email protected]
WhatsApp (88) 9764 47 97

Categorias

  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato

Tags

Ceará Destaques Educação Espaço Aberto Esporte Famosos Geral Interior Internacional Municípios Outros Policial Política Ponto Político
Welcome Back!

Sign in to your account

Perdeu sua senha?