Após a comunicação dos fatos ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes solicitou esclarecimentos, em até 24 horas, à defesa do ex-presidente e à equipe responsável pelas revistas de acesso à residência de Bolsonaro.
Na decisão, Moraes pediu esclarecimentos sobre “a razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa”. O magistrado também pediu informações sobre o motivo do ex-presidente ter solicitado reparos na arma “às vésperas do encerramento” do prazo da prisão domiciliar humanitária.
O sargento Estácio Leite da Silva Filho dirigia um veículo oficial da Presidência da República quando foi parado pela blitz. Durante a abordagem, o policial notou a presença de uma pistola. Segundo o policial, ao perceber que a arma havia sido notada, Estácio fechou o vidro de forma “repentina”. A pistola foi recolhida, e o militar alegou ter porte autorizado como membro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Em nota, a Presidência da República esclareceu que o sargento não integra o quadro do GSI. A segurança de ex-presidentes é realizada por servidores livremente indicados pelos ex-mandatários, e o Gabinete é responsável apenas pela capacitação dos servidores indicados, bem como pelo fornecimento de veículos oficiais.
O servidor afirmou que a arma estaria registrada em sua funcional, mas o policial constatou não haver nenhum registro do equipamento em nome do servidor. Depois, Estácio admitiu que a pistola pertencia a Bolsonaro. Segundo o sargento, a arma lhe foi entregue horas antes, com a finalidade de realizar um reparo no percursor.
Além da pistola, a Polícia Civil do DF localizou um carregador no veículo dirigido pelo sargento. O militar foi conduzido à delegacia por portar uma arma sem o respectivo certificado de registro (CRAF). Após prestar esclarecimentos, o servidor foi liberado/AE
(Foto: Wilton Junior/Estadão)





