Durante sua participação, Camilo destacou a trajetória pública de Jorge Messias e ressaltou o trabalho desenvolvido pelo indicado à frente da Advocacia-Geral da União (AGU). O senador cearense lembrou aos demais parlamentares que Messias teve papel decisivo no destravamento dos precatórios do Fundef, que estavam paralisados há cerca de duas décadas.
Segundo Camilo, a atuação de Jorge Messias foi fundamental para construir uma solução que beneficiou nove estados da federação. O senador destacou o perfil conciliador do advogado-geral da União, apontando que sua capacidade técnica e de diálogo foi determinante para resolver uma demanda histórica da educação brasileira.
A fala de Camilo ocorreu em um momento de forte carga simbólica na sabatina. Minutos antes, Jorge Messias havia se emocionado ao relatar sua história de vida e sua trajetória até a indicação ao Supremo Tribunal Federal.
Ao responder ao senador cearense, Messias agradeceu a referência feita por Camilo e afirmou que o caso dos precatórios do Fundef representou um dos processos mais importantes de sua atuação pública, por ter produzido impacto direto na sociedade brasileira.
O indicado de Lula ao STF também destacou que trabalha com a perspectiva da conciliação como instrumento de construção de soluções institucionais. Segundo ele, a “beleza da conciliação” está na capacidade de aproximar posições, resolver impasses e garantir respostas concretas à população.
Messias, no entanto, fez questão de ressaltar que sua atuação tem como princípio basilar a Constituição Federal. Ele afirmou que a Constituição é seu primeiro código de ética, seguida por sua própria história de vida, marcada por superação, compromisso público e responsabilidade institucional.
A participação de Camilo Santana reforçou o apoio político ao nome de Jorge Messias e colocou em evidência uma pauta de forte impacto para a educação, especialmente para estados que aguardavam há anos a solução dos precatórios do Fundef.
A sabatina na CCJ é uma das etapas mais importantes do processo de indicação de ministros ao Supremo Tribunal Federal. Após a análise na comissão, o nome de Jorge Messias ainda precisa ser submetido ao plenário do Senado, onde a votação decidirá se ele ocupará uma cadeira na mais alta Corte do país.





