Polarização marcada pelo “voto do medo”
Para compreender o sentimento do eleitorado, a pesquisa questionou os brasileiros sobre qual cenário geraria mais temor: a continuidade de Lula na Presidência ou o retorno da família Bolsonaro ao comando do país.
O resultado mostra um país praticamente dividido:
- 43% afirmam temer mais a permanência de Lula no poder
- 42% dizem ter mais receio de um retorno da família Bolsonaro ao Palácio do Planalto
Os números indicam uma disputa altamente equilibrada e marcada pela polarização política que domina o debate nacional desde as últimas eleições.
O grupo que pode decidir a eleição
Segundo a análise dos dados, aproximadamente 15% do eleitorado aparece como o segmento mais imprevisível e potencialmente decisivo para o resultado do pleito.
Dentro desse grupo:
- 7% afirmam temer tanto Lula quanto Bolsonaro
- 5% disseram não saber ou preferiram não responder
- 3% afirmaram não ter medo de nenhum dos dois cenários
Esse contingente representa o chamado eleitorado flutuante, que ainda não demonstra preferência consolidada e pode pender para qualquer lado dependendo das circunstâncias políticas ao longo da campanha.
Terceira via segue distante
Na avaliação do colunista Reginaldo Silva do PONTO POLÍTICO do Ceará Notícias, “esses 15% que flutuam fora da polarização representam essa fatia do eleitorado que busca uma alternativa diferente dos polos antagônicos, contudo, espera que essa alternativa se mostre viável, para não terem que optar por um dos polos, por essa razão esse grupo é tão importante e valioso neste pleito polarizado, pois esse grupo intermediário poderá definir o resultado final das eleições”, defende o colunista.
Metodologia da pesquisa
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre os dias 6 e 9 de março em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.





