Ceará NotíciasCeará NotíciasCeará Notícias
Font ResizerAa
  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato
Font ResizerAa
Ceará NotíciasCeará Notícias
  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato
Pesquisar
  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato
Siga-nos
Ceará Notícias > Blog > Ceará > Mãe denuncia escola após filho com autismo ser expulso, em Juazeiro do Norte
CearáDestaques

Mãe denuncia escola após filho com autismo ser expulso, em Juazeiro do Norte

Ultima atualização: 11/02/2026 7:33 PM
Redação
Compartilhar
8 Min. de Leitura
Compartilhar

A mãe de um adolescente de 12 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) denuncia que o menino foi expulso da escola particular em que estudava após ter uma crise e “empurrar” outro aluno e uma professora. A mãe registrou um boletim de ocorrência contra a instituição de ensino e alega que, antes do episódio, a escola não vinha fornecendo o acompanhamento adequado à criança.

O caso ocorreu em um colégio particular da cidade de Juazeiro do Norte, Cariri cearense, na manhã desta quarta-feira (11). O Colégio Domum disse que o estudante foi expulso após agredir dois colegas e uma professora de Educação Física, o que “vai contra o regimento interno da instituição”.

A mãe do menino, a professora Joelma Oliveira, diz que a escola tentou impedir que ele assistisse aula nesta quarta-feira, antes ainda de receber qualquer documento formal de rescisão de matrícula, por isso a Polícia Militar foi acionada. Ele acabou assistindo às aulas normalmente e, após o fim das aulas, a mãe recebeu oficialmente o informe de rescisão.

Como a Polícia Militar esteve no local, o g1 procurou a Secretaria da Segurança Pública (SSPDS) para comentar a situação. A pasta informou que a PM iria se manifestar. A reportagem aguarda resposta.

Entenda o caso

Joelma Oliveira é mãe do adolescente envolvido no caso. Ela explica que o filho tem suporte de nível 1 de autismo, considerado mais “leve”, com diagnóstico também de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e Altas Habilidades.

Ela conta que, já no ato de matrícula, informou a unidade escolar sobre as necessidades do filho, entregou os laudos e disponibilizou inclusive o contato da equipe terapêutica que acompanha o menino para qualquer tipo de aconselhamento ou adaptação na rotina escolar.

Joelma também destacou a necessidade de um professor especializado para ajudar o jovem no desenvolvimento das altas habilidades e um assistente em sala para acompanhá-lo se necessário. Ela disse que a escola nunca disponibilizou nenhum dos dois profissionais, mas mesmo sem acompanhamento o filho estava frequentando as aulas normalmente.

“Ele conseguiu ficar em sala de aula, assistiu as aulas sem nenhum tipo de suporte, a escola não forneceu AP [assistente de professor], não forneceu AEE [Atendimento Educacional Especializado], não adaptou material, não fez PEI [Plano Educacional Individualizado], que é uma coisa que a criança precisa ter, quando já do início das aulas, então a escola não providenciou nada de adaptação, né, e ele conseguiu, ele estava em sala, fazendo atividade junto com os colegas, sem precisar de suporte”, contou.

Na última quarta-feira (4), o menino iniciou uma nova medicação para o TDAH, e a família avisou a escola, mas tudo transcorreu sem problemas. Na segunda-feira (9), segundo a família, durante uma aula de Educação Física, o menino teria ficado ansioso devido ao barulho e à competição.

Em determinado momento, quando a professora foi falar com ele, o menino a teria afastado, de acordo com a mãe. Na sequência ele também teria empurrado outro estudante que passava próximo para afastá-lo. “Foi aquela coisa do ‘ó, por favor se afasta’, então empurro pra me afastar, mas não foi sequer um empurrão que chegou a derrubar ninguém”, afirma.

Ao g1, o Colégio Domum apresentou outra versão e disse que o estudante teria dado um soco nas costas do outro estudante e, quando foi repreendido pela professora, socou os seios dela.

Conforme apuração do g1, o momento foi registrado por câmeras de segurança, porém, a reportagem não teve acesso às imagens e não pôde verificar de maneira independente o ocorrido.

Expulsão

Joelma conta que logo após o episódio na aula de Educação Física, foi chamada à escola e conversou com a coordenadora pedagógica, que teria informado do acontecido e mostrado o vídeo, mas sem maiores repercussões.

Na terça-feira (1), porém, ao deixar o filho na escola, a mãe foi chamada para uma reunião com a diretora da escola, que então teria comunicado a expulsão do jovem. A instituição, no entanto, teria se recusado a emitir um documento em que confirmava a rescisão do contrato.

Como não recebeu nenhum aviso formal de rompimento de contrato, Joelma levou o filho para a aula nesta quarta-feira (11). Ao chegar lá, ela foi novamente abordada pela equipe da escola para informar que ele não era mais aluno e, portanto, não poderia assistir aula. A mãe, então, acionou a Polícia Militar para acompanhar a situação, uma vez que o jovem continuava matriculado na escola.

A professora conta que, após a chegada da PM, a escola deixou que o menino assistisse às aulas do dia. Ao fim do expediente escolar, a equipe do colégio teria finalmente entregue a ela os documentos comunicado a expulsão.

“Meu filho não é um agressor, ele teve um momento de desregulação. Eu estive na escola, tanto que eu o levei para casa em sequência, exatamente para observar, e foi super tranquilo o restante do dia, e ela [a diretora] o tempo inteiro falando como se tivesse tido algo de extrema violência”, disse.

Para Joelma, o episódio revela uma sequência de problemas, como a falta de capacitação de profissionais de educação para lidar com pessoas com necessidades especiais e o preconceito e falta de disposição das unidades de ensino para acolher alunos neurodivergentes.

“Elas [escolas] não querem capacitar, elas não querem contratar profissionais especializados, elas não querem fazer o PEI, que é o Plano Educacional Individualizado, para os alunos. Então, o que eu quero é que isso não aconteça mais, nem com ele, nem com outro criança”, disse.

O que diz o colégio

Em entrevista o Colégio Domum disse que o estudante de 12 anos teria se envolvido em mais de um caso de agressão. Primeiro, o menino teria dado um chute em um colega na sala de aula. A família afirmou que, se o episódio ocorreu, eles não foram informados.

A escola disse então que, algum tempo depois, ocorreu o episódio na aula de Educação Física. No dia seguinte, o jovem foi expulso. A escola nega que a expulsão do adolescente tenha a ver com o seu diagnóstico.

“Nós temos várias crianças atípicas aqui (…) Mas nós temos um regimento interno que fala justamente sobre agressão física [que é proibido]. E o regimento interno é para todos”, diz um representante da instituição.g1

(Foto: Reprodução)

Compartilhar Notícia
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram
O que você acha?
Feliz0
Amor0
Embaraçar0
Triste0
Nervoso0
Surpresa0

Veja Também

CearáDestaques

Camilo destaca atuação conciliadora de Jorge Messias durante sabatina na CCJ do Senado

29 de abril de 2026
CearáDestaques

Sesa reforça importância da vacinação contra o sarampo para quem vai viajar para países da Copa do Mundo

29 de abril de 2026
CearáDestaques

Cúpula petista se aproxima de vereadores cearenses durante Marcha em Brasília

29 de abril de 2026
DestaquesOutros

STF vai retomar julgamento da revisão da vida toda do INSS em maio; o que pode mudar?

29 de abril de 2026

 

CONTATO
[email protected]
WhatsApp (88) 9764 47 97

Categorias

  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato

Tags

Ceará Destaques Educação Espaço Aberto Esporte Famosos Geral Interior Internacional Municípios Outros Policial Política Ponto Político
Welcome Back!

Sign in to your account

Perdeu sua senha?