Além do reconhecimento institucional, o evento foi marcado por fortes sinalizações políticas da oposição cearense, que busca dar visibilidade a uma possível pré-candidatura de Ciro Gomes ao Governo do Estado. O ex-ministro, no entanto, evitou cravar uma decisão e manteve a estratégia de deixar a questão em aberto, indicando que a definição dependerá do diálogo com a população.
“É o começo de uma caminhada que, no fim, vai dar uma decisão se eu sou candidato ou não. Mas antes eu tenho que conversar, e a conversa é aqui dentro, porque tem uma briga: meu juízo dizendo pra eu não ser candidato e meu coração já todo balançado para eu ser candidato”, afirmou Ciro durante o evento.
Ciro disse estar oficialmente na chamada “fase de pegar corda”, expressão usada por ele para definir o período de escuta, estímulos e conversas com a sociedade antes de decidir seu futuro político.
A solenidade reuniu uma ampla representação do bloco de oposição que tenta se articular em torno do nome de Ciro. Uma das presenças mais emblemáticas foi a de Alcides Fernandes, pai do deputado federal André Fernandes (PL). O Partido Liberal havia suspendido negociações com a pré-candidatura de Ciro, ainda não oficializada, mas o tema do apoio do PL segue como um dos pontos centrais da conjuntura política.
Além do prefeito Glêdson Bezerra e do presidente da Câmara, Felipe Vasques, compuseram a mesa da solenidade o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio, o presidente do União Brasil no Ceará Capitão Wagner, e o deputado estadual Alcides Fernandes, representando o Partido Liberal (PL).
Também estiveram presentes os deputados federais Danilo Forte e Dayany Bittencourt, ambos do União Brasil, além dos deputados estaduais Felipe Mota (União), Sargento Reginauro (União), Cláudio Pinho (PDT), Antônio Henrique (PDT), Queiroz Filho (PDT), Lucinildo Frota (PDT), Emília Pessoa (PSDB) e Pedro Matos (Avante).





