Segundo Elmano, a medida integra a estratégia de fortalecimento da política de enfrentamento ao crime organizado no Estado. “Queremos construir, ainda este ano, 5 mil vagas no sistema prisional cearense para continuar intensificando a política de combate ao crime organizado no Ceará”, afirmou o governador.
A declaração ocorre em meio à decisão de juízes titulares de quatro Varas de Execução Penal de Fortaleza, que assinaram uma portaria conjunta determinando a realização de um mutirão para revisar prisões de apenados. A iniciativa tem como objetivo o reordenamento do cumprimento de penas em regime semiaberto, o que pode resultar na progressão de regime para detentos que atendam aos critérios legais.
Elmano destacou que o crescimento da população carcerária no Estado exige respostas estruturais. De acordo com o governador, o Ceará passou de cerca de 20 mil para quase 26 mil presos nos últimos anos. “O processo de contratação da empresa para a construção das novas vagas será feito imediatamente. Nós firmamos um termo de compromisso com o Tribunal de Justiça do Ceará”, pontuou.
Sobre a revisão das prisões, o governador defendeu cautela e critérios rigorosos. “Tem que soltar aqueles que não representam perigo para a sociedade. Não acho que devemos estabelecer uma meta de soltar pessoas. Precisamos analisar caso a caso, com responsabilidade, para não colocar a população em risco”, afirmou.
Elmano foi enfático ao tratar de crimes violentos. “Aquelas pessoas que praticaram crimes violentos, que ameaçam o cidadão de bem, eu peço encarecidamente que sejam tratados com rigor e não sejam soltos. O povo cearense não merece isso”, concluiu.
O anúncio reforça a posição do Governo do Estado de ampliar a capacidade do sistema penitenciário ao mesmo tempo em que defende critérios técnicos e rigorosos na execução penal, buscando equilibrar segurança pública, legalidade e proteção à sociedade.





