É o primeiro encontro entre os dois após a prisão de Bolsonaro. Ele tinha sido autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a visitar o ex-presidente na quinta-feira passada, 22. Tarcísio optou por cancelar o encontro após avaliar que a conversa poderia servir para pressioná-lo a apoiar de forma mais explícita a candidatura de Flávio.
Na terça-feira, 27, Tarcísio disse que não seria candidato à Presidência “nem se Bolsonaro pedisse”.
“A gente queria fazer essa visita ao presidente. Uma visita que a gente tinha se programado. Queria muito transmitir meu abraço e minha solidariedade, falar do meu apreço e da minha gratidão, e tinha uma tarefa muito difícil que era transmitir o abraço de muitas pessoas”, disse.
“Toda vez que faço evento em São Paulo, é impressionante o carinho das pessoas e queria ser porta-voz desse carinho e falar da saudade que as pessoas têm dele. Dizer que tem uma massa de brasileiros que torcem por ele. Foi esse o objetivo da visita. Ele vai sempre ter um grande amigo”, acrescentou.
O governador de São Paulo afirmou ainda que estará na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto. “Farei o mesmo papel que em 2022″, disse, em referência ao apoio a Jair Bolsonaro na campanha presidencial daquele ano.
Tarcísio afirmou ainda que conversou com o ex-presidente sobre a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que migrou para o PSD nesta semana. Segundo o governador de São Paulo, Bolsonaro avalia que ele soma à disputa. “O presidente elogiou Caiado. Tem apreço por ele. A gente entende que é uma candidatura que soma com o projeto, que no fim estará junto contra o PT”, disse.
O ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL-SC) acompanhou Tarcísio durante a visita desta quinta-feira e preferiu não se pronunciar.





