A manifestação está prevista para começar às 14h e surge como reação ao avanço do projeto que, segundo críticos, pode resultar na redução das penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023. Entre os possíveis beneficiados pelo texto está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
Críticas ao Congresso e à pauta penal
Para os organizadores, a tramitação do PL representa um retrocesso institucional e um sinal de complacência com ataques à democracia. A decisão de colocar o projeto em pauta intensificou a reação de movimentos sociais, que passaram a direcionar críticas diretamente à cúpula do Congresso Nacional.
“O Congresso não nos deixa dormir, então também não daremos descanso. Domingo vamos para a rua pressionar contra a redução das penas dos golpistas”, diz a convocação publicada pela Frente Povo Sem Medo, grupo ligado ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL).
Outras bandeiras do protesto
Além da defesa da punição aos responsáveis pelos atos antidemocráticos, os atos deste domingo também incorporam pautas sociais e trabalhistas. Entre elas, o fim da escala de trabalho 6×1, criticada por movimentos sindicais por impor jornadas exaustivas aos trabalhadores, e o combate ao feminicídio, com cobrança por políticas públicas mais eficazes de proteção às mulheres.
As organizações envolvidas afirmam que a mobilização busca ampliar o debate público sobre direitos trabalhistas, justiça social e segurança, em um momento de forte polarização política no país.
Retorno da esquerda às ruas
A manifestação marca mais um capítulo do retorno da esquerda às ruas, após um período de menor mobilização. O movimento reforça a estratégia de pressão popular sobre o Legislativo, em meio a discussões sensíveis sobre o sistema penal, direitos sociais e o papel do Congresso na preservação da democracia.
Os atos devem ocorrer de forma pacífica e contam com a participação de sindicatos, coletivos feministas, movimentos estudantis e organizações da sociedade civil.





