A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (8/10), mostra que a rejeição à anistia dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro não apenas se mantém elevada, como aumentou em relação ao levantamento anterior. Segundo o instituto, 47% dos entrevistados são contra qualquer tipo de perdão, enquanto 35% defendem a anistia para todos os envolvidos — incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — e 8% apoiam a medida apenas para os manifestantes.
A desaprovação também alcança o projeto de lei (PL) da Dosimetria, que propõe reduzir as penas impostas aos condenados e conta com o envolvimento do ex-presidente Michel Temer (MDB) e do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) nas discussões. De acordo com a pesquisa, 52% dos entrevistados são contra a proposta, por considerarem que as punições foram justas, e 37% são a favor, alegando que as sentenças aplicadas foram excessivamente duras.
Sobre o projeto alternativo à anistia que visa diminuir as penas dos condenados, você é…? – Genial/Quaest
A favor, as penas foram muito duras: 37%
Contra, as penas foram justas: 52%
NS/NR: 11%
A Quaest entrevistou presencialmente 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 5 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.
A maioria (63%) também se posicionou contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Blindagem, que limita a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Ministério Público, dificultando a prisão de deputados e senadores. Apenas 22% declararam apoio à medida. A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas acabou “enterrada” pelo Senado no último dia 24, após forte reação pública. A rejeição mobilizou manifestações organizadas por movimentos sociais e artistas em diversas capitais.
Essas mobilizações foram percebidas como um fator de fortalecimento político para o governo. Segundo a Genial/Quaest, 39% dos entrevistados avaliam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu mais forte após os protestos, enquanto 30% consideram que ele ficou mais fraco.
A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 5 de outubro, com base em 2.004 entrevistas presenciais com brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%./AE
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