Desde as 15h30, manifestantes ocuparam as ruas exibindo faixas, cartazes e fotos de deputados federais cearenses que votaram a favor da PEC da Blindagem, aprovada na Câmara na última terça-feira (16/9). Durante a manifestação, a tradicional “vaia cearense” foi direcionada aos parlamentares apontados como contrários ao povo.

Alvo dos protestos
A mobilização teve dois focos centrais: a PEC da Blindagem, que dificulta a abertura de processos criminais contra parlamentares, criando, segundo críticos, uma “casta de intocáveis”; e o projeto de anistia, que busca perdoar condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos de prisão por envolvimento nas tentativas de golpe.
Lideranças presentes
O ato também contou com a presença de lideranças políticas do Ceará. Entre elas, o presidente da Assembleia Legislativa, Romeu Aldigueri (PSB), que afirmou que o país não pode aceitar que uma PEC dessa natureza avance:
“A Assembleia nem colocaria um projeto deste em pauta. O Brasil precisa de outras prioridades, como a Segurança Pública, a isenção do Imposto de Renda e o fim da escala 6×1. É nisso que o Congresso deveria se debruçar, em pautas que beneficiam milhões de brasileiros.”
Já o chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, reforçou o tom de indignação da população:
“O Brasil é dos brasileiros e não vai ser terreiro do país de ninguém. Dizemos não ao projeto de anistia e não à PEC da Blindagem, que protege crimes.”
Mobilização nacional
Assim como no Rio de Janeiro, São Paulo e outras capitais do país, a capital cearense mostrou força na mobilização popular contra medidas que, na avaliação de manifestantes e lideranças, representam retrocessos à democracia e à transparência política.

Foto: EVARISTO SA/AFP






