Ceará NotíciasCeará NotíciasCeará Notícias
Font ResizerAa
  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato
Font ResizerAa
Ceará NotíciasCeará Notícias
  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato
Pesquisar
  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato
Siga-nos
Ceará Notícias > Blog > Destaques > Cirurgia bariátrica e canetas emagrecedoras não competem entre si e são aliadas contra obesidade
DestaquesOutros

Cirurgia bariátrica e canetas emagrecedoras não competem entre si e são aliadas contra obesidade

Ultima atualização: 09/09/2025 11:21 AM
Redação
Compartilhar
7 Min. de Leitura
Compartilhar

A popularização das canetas emagrecedoras em farmácias, consultórios e redes sociais levantou dúvidas sobre outro tratamento que vem sendo usado há décadas para o tratamento da obesidade: a cirurgia bariátrica.

Nos EUA, uma pesquisa mostrou que, entre 2022 e 2023, a prescrição desses novos medicamentos —chamados agonistas de GLP-1— mais que dobrou, enquanto a realização de cirurgias bariátricas caiu cerca de 25% no mesmo período. O CEO de uma empresa farmacêutica chegou a dizer, em uma entrevista, que a intervenção cirúrgica deve acabar.

Mas especialistas no tratamento da obesidade afirmam que a cirurgia bariátrica continua sendo a melhor opção para casos graves e que canetas e bisturis não são rivais e cada vez mais têm sido usados em conjunto, como aliados no combate ao problema.

“Eu não entendo que exista uma bala de prata para o tratamento de uma doença crônica como a obesidade. Hoje, o que mais se trabalha é com a individualização”, afirma o endocrinologista Fábio Trujillo, presidente da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica). “A cirurgia bariátrica não vai deixar de existir. É um procedimento efetivo, que reduz as complicações da obesidade.”

Via de regra, a cirurgia é indicada para pacientes com IMC (índice de massa corporal) acima de 40 ou acima de 35 com outras doenças associadas. Em maio deste ano, o CFM (Conselho Federal de Medicina) publicou uma resolução incluindo como elegíveis os pacientes com IMC entre 30 e 35, desde que tenham algumas complicações específicas, como diabetes tipo 2, apneia do sono grave ou refluxo gastroesofágico com indicação cirúrgica.

“Levamos em consideração muitos dados clínicos para decidir o tipo de tratamento para cada paciente: o tempo de diagnóstico, os tratamentos que ele já fez, como é a alimentação, se ele pratica exercícios, a idade, a condição hormonal, as complicações que ele apresenta”, enumera a endocrinologista Cynthia Valério, pesquisadora do IEDE-RJ (Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione) e sub-coordenadora do departamento de obesidade da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia).

Levamos em consideração muitos dados clínicos para decidir o tipo de tratamento para cada paciente: o tempo de diagnóstico, os tratamentos que ele já fez, como é a alimentação, se ele pratica exercícios, a idade, a condição hormonal, as complicações que ele apresenta

Cynthia Valério

endocrinologista e pesquisadora

O custo também é um elemento importante nessa equação. A bariátrica está disponível pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e por seguros de saúde, diferentemente das canetas.

“Há pacientes mais jovens que consideram que vão ter que fazer um tratamento de longo prazo e optam pela cirurgia porque tem a cobertura dos planos de saúde. Mas isso é sempre individual, pois há de se levar em conta que, no pós-operatório, também existe um acompanhamento envolvido, suplementação de vitaminas. Não é uma solução mágica”, diz a médica.

Ela acredita que, com a eficácia das novas medicações, a cirurgia deve ser mais direcionada para pacientes com “superobesidade” —que, muitas vezes, vão precisar dos remédios para se preparar para o procedimento. “E a gente vai ver cada vez mais essas indicações, porque existe um aumento dos casos de IMC acima de 60, que vão precisar de uma perda de peso inicial e uma melhora clínica para poderem ir para a mesa de cirurgia.”

Com mais de 30 anos de experiência nesse tipo de operação, o cirurgião Luiz Vicente Berti, diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, diz que os pacientes que o procuram geralmente já tentaram outras alternativas. “Dificilmente chega uma pessoa no consultório que já não tenha feito inúmeras dietas e inúmeros tratamentos”, afirma.

Ele compara o tratamento da obesidade a uma escada, em que o primeiro degrau é a mudança no estilo de vida, o segundo, os remédios e o último, a cirurgia.

“Dependendo do grau de obesidade e das complicações, é preciso ir subindo os degraus. E quem já está gravemente doente vai direto para o último degrau”, diz. “Nós, cirurgiões, nunca competimos com o tratamento clínico. Não podemos ser irresponsáveis de indicar uma cirurgia para quem ainda não precisa nem de prolongar o tratamento de uma pessoa quando ela já tem a indicação da cirurgia. O médico não está aqui para seguir modismos, ele tem que entender em qual degrau da ‘escada’ o paciente está.”

Segundo Berti, tem sido cada vez mais comum o uso das canetas antes e após a cirurgia —para casos de reganho de peso, por exemplo— e já existem estudos mostrando a eficácia e a segurança da combinação das duas abordagens.

Para o especialista, o problema é quando um médico indica para todos os pacientes apenas a abordagem que ele sabe fazer. “Não posso querer fazer cirurgia em todo mundo só porque sou cirurgião, assim como o clínico não pode só querer dar remédio. Não pode ser a medicina do remédio ou da cirurgia. Tem que ser a medicina da obesidade.”

Ele também ressalta a importância do primeiro degrau (ajustes na alimentação e prática de exercícios), independentemente do procedimento adotado. “Os pacientes têm que querer emagrecer, e não querer ser emagrecidos.”

Com 1,53 metro de altura e 93 kg, a economista Vanessa Bartel, 36, utilizou duas canetas agonistas de GLP-1 diferentes, mas não conseguiu emagrecer o que precisava (30 kg). Por ter resistência à insulina, colesterol alto, uma profissão estressante e histórico de infarto na família, acabou optando pela bariátrica. “Já estava com um problema de saúde muito sério e vi que a caneta não ia resolver no curto prazo”, conta.

Um ano depois da operação e 33 kg mais magra, ela diz que teve que fazer um “reset” no cérebro para se acostumar a comer melhor. “A bariátrica foi importante, mas o acompanhamento psicológico e a reeducação alimentar fizeram toda a diferença. Hoje, sou mais feliz comendo uma fruta do que uma bolacha recheada”, garante./Folha SP

(Foto: Reprodução)

Compartilhar Notícia
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram
O que você acha?
Feliz0
Amor0
Embaraçar0
Triste0
Nervoso0
Surpresa0

Veja Também

DestaquesPolítica

Congresso promulga emenda do fim da da escala 6×1; a 5×2 começa em 60 dias

16 de outubro de 2026
DestaquesPolítica

Contra efeito Nikolas, Câmara deve avançar em voto distrital misto. Entenda

16 de outubro de 2026
Outros

Padre Fábio de Melo desabafa sobre depressão: “Nunca acordei feliz”

16 de outubro de 2026
DestaquesPolítica

Pesquisa PoderData/Aya: Flávio e Lula empatam em 50% dos votos válidos, confira a evolução dos números

16 de outubro de 2026

 

CONTATO
[email protected]
WhatsApp (88) 9764 47 97

Categorias

  • Página Inicial
  • Destaques
  • Ponto Político
  • Política
  • Ceará
  • Esporte
  • Últimas Notícias
  • Entre em Contato

Tags

Ceará Destaques Educação Espaço Aberto Esporte Famosos Geral Interior Internacional Municípios Outros Policial Política Ponto Político
Welcome Back!

Sign in to your account

Perdeu sua senha?