Por Reginaldo Silva- Professor, Radialista e Jornalista

Se as eleições presidenciais fossem um Mundial de Clubes, o PT teria sido campeão em cinco edições e vice em outras quatro. O partido venceu com Lula três vezes e com Dilma em duas eleições. Perdeu quatro: para Collor, para Fernando Henrique em duas ocasiões, e mais recentemente para Jair Bolsonaro.
Por falar em Bolsonaro, foi ele quem melhor tirou proveito do sentimento antipetista, projetando-se politicamente e vencendo as eleições em 2018. No entanto, perdeu-se no caminho por conta de sua atuação desastrosa durante a pandemia, o que acabou por devolver a Lula o cargo de presidente da República.
Dito isso, o PT vai às urnas neste domingo, 6 de julho, em um Processo de Eleição Direta (PED) da legenda, mirando 2026 e com os olhos voltados para a era pós-Lula; ganhe ou perca as eleições do ano que vem. O presidente chegará à disputa com 81 anos e, portanto, mesmo vencendo, deve pendurar as chuteiras ao fim do mandato.
O PED 2025 tem a missão de defender a reeleição de Lula, mas também de promover uma renovação em seus quadros, visando à reestruturação do partido após a saída do presidente das disputas eleitorais. A política, assim como o futebol, tem seus caprichos; e a idade chega para todos. Essa é uma realidade que precisa ser encarada de frente.
O PT, assim como a Argentina, terá que lidar com esse problema quando Lula e Messi anunciarem suas aposentadorias. O jogo termina para eles, fica o legado, mas é preciso continuar competindo com novos quadros.
O PED 2025 tenta validar esse cenário que carrega um misto de nostalgia e renovação.
O cenário nacional se assemelha ao que ocorre no Ceará. Guimarães, que sempre carregou o partido nas costas, mantendo na ativa velhos companheiros tanto na capital quanto no interior, une-se agora ao Campo Popular de Camilo e Elmano para preparar a legenda para esse novo tempo.
A unidade petista, neste momento, é maior que qualquer briga de egos. Ela representa a sobrevivência do partido; e do próprio Lula, em 2026. A plenária do PT em Fortaleza, com a presença do candidato Edinho Silva e a participação de Camilo, Elmano e Guimarães, mostra o Ceará como uma espécie de laboratório nacional: a sigla e a militância precisam se manter unidas para ganhar tempo e conduzir a transição entre o ontem e o amanhã.
O partido chega ao PED diante de um quadro de queda na popularidade do presidente Lula, mas reagiu ao receber, de forma gratuita, o discurso que precisava do Congresso Nacional, nas votações sobre o IOF e o aumento do número de cadeiras parlamentares; medidas que não foram bem recebidas pela população. A militância se uniu e reacendeu a chama da legenda para o pleito do ano que vem.
Lula, assim como Messi, ainda parece disposto a disputar mais uma competição. Por mais que a idade avance, a presença deles em campo ainda inspira força e eleva a confiança do time.
Que venha 2026!






