O Santos havia ficado fora da Copa do Brasil em 2024 por causa de uma péssima campanha no Campeonato Paulista e o rebaixamento no Campeonato Brasileiro do ano anterior. Quando conquistou a classificação para a disputa desse ano, o discurso era de que o clube estava voltando ao lugar que não deveria ter saído. Contudo, foi apenas isso, um discurso.
O Peixe enfrentou a realidade e, sem conseguir ser competitivo ou agressivo em praticamente 160 dos 180 minutos contra o CRB, acabou por sucumbir contra o rival nas cobranças de pênaltis.
A impressão deixada ao apito final é de que a temporada acabou. Resta apenas a luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Faltam 31 rodadas ainda, é verdade, mas o Santos não dá sinais convincentes de fará algo diferente do que fez até o momento.
Na parte financeira, o Santos deixa de receber R$ 3.638.250,00 por não avançar para a próxima fase. Perde, também, a chance de maiores premiações caso seguisse avançando na Copa do Brasil. Como a competição é a que melhor remunera os clubes no país, a queda ainda na terceira fase pesa muito no planejamento de um clube que vive no limite de sua saúde financeira.
Em relação à parte esportiva, o Santos chega em junho com um cenário como foi o do ano passado, com apenas uma competição pela frente. Com a janela do meio de temporada batendo à porta, o calendário do Peixe deixa de ser atrativo comparado aos rivais. O clube deixa de ser uma vitrine importante.
Porém, a parte psicológica é que mais pesa neste momento. O Santos tem peças interessantes como Zé Rafael, Rollheiser, Tiquinho Soares, Deivid Washington, Soteldo e Barreal, além, claro, de Neymar. Mas parece que, sem o craque em campo, a equipe não tem poder ofensivo algum. É um time que sem o camisa 10 sofre demais para criar e ameaçar a defesa rival.






