Em 2023, a Fifa anunciou um formato inédito para a Copa de 2030, que será disputada em seis países, distribuídos em três continentes. A América do Sul será palco de apenas três partidas, uma em cada país: Argentina, Paraguai e Uruguai, todos na rodada de abertura. A proposta foi pensada como uma homenagem simbólica à primeira Copa do Mundo da história, realizada em 1930, no Uruguai. Os demais jogos, incluindo fases eliminatórias e finais, ocorrerão na Europa e no norte da África, mais precisamente em Espanha, Portugal e Marrocos.
Diante desse cenário limitado, a Conmebol busca ampliar sua presença na competição. Com o possível aumento para 64 seleções, haveria necessidade de mais sedes e maior divisão de jogos, o que abriria espaço para que ao menos um grupo da fase inicial fosse disputado inteiramente em solo sul-americano.
A iniciativa também tem apelo simbólico e histórico. Para a entidade, celebrar os 100 anos da Copa do Mundo com uma presença mais expressiva na América do Sul é uma questão de legado esportivo e reconhecimento do papel do continente na história do futebol mundial.
A proposta, no entanto, depende da aprovação da Fifa e enfrenta desafios logísticos e políticos, especialmente diante da complexidade já prevista para a organização de um torneio intercontinental. Ainda assim, a Conmebol se coloca como uma das principais defensoras da ideia, que deverá ser discutida nos próximos congressos da entidade máxima do futebol.
(Foto: reprodução)






