Desconhecido do grande público até recentemente, Xaud venceu barreiras políticas e construiu em tempo recorde uma base sólida entre os presidentes de federações. A articulação praticamente inviabiliza a candidatura de Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), que não conseguiu reunir os apoios mínimos exigidos pelo estatuto da CBF — oito federações — para formalizar uma chapa. Apenas São Paulo e Mato Grosso não se alinharam à candidatura de Xaud.
Apesar de sua trajetória ainda curta no cenário nacional, Samir nega falta de preparo. “Inexperiência não é sinônimo de incompetência. Minha gestão será pautada por profissionalismo, diálogo e respeito às tradições do futebol brasileiro”, afirmou.
O futuro mandatário também garantiu a permanência de Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira, acenando com a continuidade do trabalho do técnico italiano. “Temos um planejamento e vamos seguir com ele. A seleção precisa de estabilidade e confiança”, disse.
Samir Xaud sucederá seu pai, Zeca Xaud, que comanda o futebol de Roraima desde a década de 1980. Com a eleição prevista para os próximos meses, a expectativa é que o novo presidente comece a moldar desde já a próxima fase da CBF, com promessas de mudanças administrativas e maior integração entre federações e clubes.
A posse de Xaud representará um novo capítulo na história da entidade, marcada por escândalos e trocas de comando nos últimos anos. Com amplo apoio político, resta saber se o novo dirigente conseguirá transformar capital político em gestão eficiente e renovação real no futebol brasileiro.
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