A operação Ad Manus (Nas Mãos) foi deflagrada pelo Ministério Público do Ceará, pela Polícia Civil (PCCE) e pela Polícia Federal (PF), pedindo a prisão e afastamento do cargo o atual prefeito Marcondes Jucá por 180 dias, a prisão do prefeito eleito Bebeto Queiroz, além de um servidor da Secretaria de Transportes do Município e mais 35 mandados de busca e apreensão nas cidades de Canindé, Choró, Quixadá e Madalena.
As investigações contra o esquema de corrupção com o dinheiro público em Choró tiveram início em 2017 com a decisão do prefeito Marcondes Jucá, no primeiro ano de mandato, assinar um decreto de emergência que o permitiu a dispensa de licitação na contratação de um posto de combustíveis, com preços muito mais altos que os praticados no mercado.
De acordo com o Ministério Público, o valor o produto era vendido mais caro porque parte do dinheiro pago à empresa era, posteriormente, era repassado ao grupo do prefeito.
Ainda de acordo com o MP, o gabinete do prefeito permitia o abastecimento de veículos sem qualquer controle, inclusive de carros que não faziam parte da frota municipal e que não tinham relação funcional com a prefeitura. As investigações envolvem, ainda, suspeitas de pagamento de propina a empresários e vereadores.
O Ministério Público Estadual investiga as ramificações políticas do grupo do atual prefeito e do prefeito eleito de Choró com políticos de outras cidades do Sertão Central e dos Sertões de Canindé.
Aguardando os desdobramentos da operação que investiga escândalo de supostos desvios de recursos públicos, a população vive um quadro de incertezas sobre o futuro da cidade a poucos dias da posse do nova gestão.
O vice-prefeito de Choró, Cimar Ribeiro, assume interinamente a prefeitura nesta segunda-feira (25/11).





