Com a desistência, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, passa a ser o nome mais cotado dentro do partido para liderar o projeto presidencial articulado pelo presidente da sigla, Gilberto Kassab.
Projeto de candidatura única
Ratinho Jr., Caiado e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, vinham sendo trabalhados como possíveis representantes de uma candidatura única do PSD ao Palácio do Planalto.
Entre os três, Ratinho Jr. sempre foi apontado como o menos entusiasmado com a disputa, apesar de apresentar melhor desempenho nas pesquisas eleitorais, o que o colocava como favorito dentro do grupo, segundo interlocutores políticos.
Desempenho nas pesquisas
No levantamento mais recente do Datafolha, Ratinho Jr. aparecia com 41% das intenções de voto em um cenário de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que registrava 46%; um quadro próximo do empate técnico.
Já os outros nomes do PSD apresentavam desempenho inferior: Ronaldo Caiado: 36% contra 46% de Lula e Eduardo Leite: 34% contra 46% de Lula
Nos cenários de primeiro turno, Ratinho Jr. também liderava entre os nomes do partido, com 7% das intenções de voto, contra 4% de Caiado e 3% de Leite.
À frente no cenário nacional aparecem o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, ambos liderando as simulações.
Novo cenário no PSD
A saída de Ratinho Jr. altera a estratégia do PSD, que buscava consolidar uma candidatura competitiva de centro-direita para a disputa presidencial.
Com isso, Caiado ganha força interna e tende a assumir o protagonismo dentro do partido, enquanto Eduardo Leite segue como alternativa, ainda que com menor desempenho nas pesquisas.
A decisão também pode impactar o equilíbrio político nacional, especialmente no campo não alinhado diretamente ao lulismo ou ao bolsonarismo, abrindo espaço para novas composições e alianças nos próximos meses.





