Vai ser emocionante até o final, com o Palmeiras ainda na luta por tudo. O Brasileirão de 2025 segue como decisão do STJD, no plenário ou não. Incerto, discutível, polêmico e emocionante.
No Recife, na Arena Pernambuco, a queda anunciada desde as primeiras rodadas do Sport enfim se sacramentou. Mas com doses desnecessárias de crueldade para o torcedor do Leão. Justamente contra o clube que mais o Sport gosta de vencer e não teve forças. Ou até teve para fazer 1×0 Em uma infelicidade de quase toda a zaga rubro-negra, que errou ao cruzar uma bola perigosa na entrada da área, ao dividir sem a força necessária e sem a atenção até Pablo fazer o gol chorado e merecido.
O Flamengo errava quase tudo que tentava, também porque os desfalques dos principais jogadores pesavam. Mas a diferença era abissal entre um time que lutava pela liderança contra um condenado à queda. E o Sport conseguiu se complicar, como já havia levado uma virada impensável contra o Galo, e dessa vez, ainda pior. Em instantes recebeu um cartão vermelho pelo acúmulo de cartão, tomou também por isso o golaço de Luiz Araújo de fora da área, e se perdeu de vez com outro cartão tolo.
Com nove, o Sport voltou à segunda etapa contando minutos para o inevitável. O Flamengo, com sabedoria, categoria e muito mais time, virou o placar. Fez três, quatro, cinco, e, se preciso fosse, teria feito muito mais contra uma campanha horrorosa do Sport, e a trajetória segura do Flamengo. Independente da escalação e mesmo da atuação, que, no primeiro tempo, foi preocupante, para não dizer irritante, mas na segunda etapa, deu a lógica. De goleada.
O Flamengo fez o dever fora de casa, no Recife e esperou logo depois o resultado do clássico paulista, na Vila Belmiro. Também um Palmeiras ainda mais desfalcado que o Flamengo, sem 11 opções a Abel. A inicial não parecia feliz, e não foi mesmo. O Santos, mesmo com as suas fragilidades, fez uma de suas melhores exibições no primeiro tempo, chutando mais, arriscando mais, criando 11 finalizações contra o Palmeiras, mas uma só na meta, muito bem defendida de novo por Carlos Miguel.
Veio a segunda etapa, e Abel mostrou de novo suas qualidades. Jogou Micael pra lateral esquerda, avançou Jefté pelo meio e, com Luighi em sua melhor exibição, e Flaco de volta da Argentina, o Palmeiras enfim criou as chances que mal teve na primeira etapa. Deixou o jogo mais aberto, franco, e teve como vencer o clássico. Inclusive com um pênalti não marcado no campo, e que o VAR, na minha opinião, sem ouvir o áudio, não tinha como intervir, por não ser “manifesto e claro” erro do árbitro de campo.
O Santos também criou, até pelo Palmeiras desfalcado dando espaços pelas oportunidades criadas, e pela necessidade da vitória na Vila.
E quando parecia tudo finalizado, que que nada mais aconteceria, Rollheiser fez o gol da vitória do Santos. Placar que se pode dizer justo pelas necessidades do time do Neymar, imperiosas numa tabela ainda madrasta. E que se pode também dizer natural, porque o Palmeiras criou bem mais no segundo tempo, mas não soube concluir, o que é compreensível para um time tão desfalcado.
Assim como o Brasileiro não estava definido a favor do Palmeiras, agora o Flamengo abre uma considerável vantagem de três pontos.
Mas, pela vitórias a menos, a coisa segue equilibrada, como ficará até o final do Brasileiro, e ainda com a Libertadores entre Flamengo e Palmeiras para decidir uma história brilhante, mas longe do final.
E ele vai ser feliz pra quem? Só pra um lado ou para os dois?
Ainda é cedo pra gente saber. Permitam-me o meu confortável lugar no muro./AE
(Foto: Reprodução)





