/Infectologista explica como as vacinas agem no organismo e porque a segunda dose é tão importante

Infectologista explica como as vacinas agem no organismo e porque a segunda dose é tão importante

A Campanha de Vacinação contra Covid-19 avança na aplicação da 2ª dose, garantindo a imunização da população. Em Fortaleza, conforme o último balanço da Secretaria Municipal de Saúde, foram vacinadas 1.424.795 pessoas com a primeira dose. Com o esquema completo da vacinação, a Capital alcançou o número de 517.321 pessoas (26.546 vacinados com dose única). 

E para falar sobre o papel da vacina no enfrentamento da pandemia conversamos com o consultor em infectologia da Escola de Saúde Pública, Dr. Kenny Colares. O especialista explica como ocorre o processo de imunização e como a 2ª dose é essencial para a produção de anticorpos.

Dr. Kenny explica que quando a pessoa é vacinada, geralmente recebe um pedacinho de um micróbio ou ele todo enfraquecido ou até inativado, morto, para que nosso sistema reconheça e monte uma defesa contra ele, como aconteceria quando temos infecções. “Das ferramentas que nossos sistemas de defesa reproduzem, a mais conhecida e famosa são os anticorpos, que com o passar dos anos, se a pessoa não tem mais o contato com o agente, a proteção vai diminuindo. A pessoa que já demorou muitos anos sem ter contato com determinada doença pode ter seus anticorpos desaparecendo. Por esse motivo, às vezes, é necessário para algumas doenças fazer mais uma dose para voltar a produzir os anticorpos”, explica.

Laboratórios atestaram que vacinas como Astrazeneca, Coronavac e Pfizer devem ser tomadas em duas doses, garantindo uma proteção mais eficiente à população. A segunda dose é importante para poder estimular novamente o sistema de defesa e a quantidade de anticorpos.

“Existe alguns países que já estão discutindo fazer uma terceira dose para aumentar o grau de proteção da população e enfrentar as novas variantes. Tudo isso ainda está no campo da teoria. Alguns países já estão anunciando, mas na prática ainda ninguém fez”, disse o infectologista.

Para algumas doenças, a questão do reforço da vacina, ou seja, mais de uma dose do imunizante, parece ser mais importante do que para outras outras. A justificativa é: “além do caimento da força dos nossos sistemas de defesa, tem a questão das variantes. A vacina anual contra a gripe, por exemplo, não é sempre igual. Primeiro verificamos se o vírus mudou, para então ajustar a vacina”, disse Keny Colares.

Em Fortaleza, quem chegou à data marcada a lápis no cartão de vacinação contra a Covid-19 para tomar a segunda dose ou está com a D2 atrasada, deve procurar qualquer centro de vacinação do município que tenha a mesma vacina para completar o esquema de imunização contra a doença./ cmfor.

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