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Marcelo Ramos diz que quem articulou o fundão eleitoral foram os líderes do governo na Câmara e no Congresso Nacional

O vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), diz que as ameaças de Jair Bolsonaro sobre a não realização das eleições de 2022 são um “claro crime de responsabilidade”. Ele também diz que estuda a possibilidade de acatar um pedido de impeachment no exercício provisório da presidência. Recentemente, ele pediu para ter acesso aos pedidos protocolados na Câmara.

Em entrevista a Folha de São Paulo ele diz que só existe fundão eleitoral porque o governo quis. Alguma coisa é aprovada na Câmara sem o governo querer? Principalmente a partir da atual gestão? Se o governo não quisesse, não teria fundão. Só teve fundão porque o governo quis. Quem articulou para incluir o fundão na LDO foram os líderes do governo na Câmara e no Congresso Nacional. Foram eles que articularam. Como pegou muito mal na rede, aí ele tenta transferir responsabilidade”, ressalta o vice-presidente da Câmara.

Questionado sobre a solução para o problema, o parlamentar foi enfático: “Se o presidente vetar, o veto é obrigatoriamente votação nominal. Pronto, está resolvido. Aí nós vamos ver quem votou a favor, quem votou contra, quem quer fundo, quem não quer fundo, e pronto, e toca o barco, enfatiza Marcelo Ramos.

Marcelo Ramos diz ainda que os ataques que vem sofrendo nas redes sociais por parte de bolsonaristas o afetam, mas não vai recuar. “Nós estamos falando da minha família, que lê essas agressões dessa turma. Mas isso é um pedaço da sociedade. Do mesmo jeito eu recebo muitas mensagens de parabenizações pela minha coragem. O bolsonarismo está cada vez mais no gueto. O problema é que como é muito barulhento, eles parecem que são mais do que efetivamente são. Mas não vou recuar. Só sei andar para a frente. Agora vamos ver até onde ele aguenta”, pontua o parlamentar.

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