/Cinco toques explicam como Everton Ribeiro contribui quando entra na Seleção de Tite

Cinco toques explicam como Everton Ribeiro contribui quando entra na Seleção de Tite

Contra Venezuela e Peru, ele foi a campo no segundo tempo e mostrou o que tem a oferecer. Aliás, para a comissão técnica, a suposta queda de rendimento no Flamengo não convencia. Tite enxerga o jogador de 32 anos como ponto de conexão com Neymar, mas também com Gabriel Jesus pela ponta – trocando de posição pelo meio – e com Danilo pelo lado.

– Quando entro, eu procuro fazer o que faço no Flamengo, que é armar a equipe, tentar ficar perto do gol para fazer minhas jogadas, fazer gols e dar assistências, que é o que precisa aqui na seleção e no Flamengo – comentou o jogador em coletiva de imprensa nesta semana.

O ge separou cinco ações de Ribeiro que explicam a maneira como a comissão percebe o funcionamento do jogador na equipe. Contra a Venezuela ele tocou 28 vezes na bola e criou uma boa chance. Diante do Peru, foram 32 toques. Um deles, no primeiro gol pela Seleção.

Os números são da Conmebol, que também reportou esse mapa de calor e toque de Ribeiro.
Troca com Gabriel Jesus

Com mais liberdade de atuar pela faixa central do que no Flamengo, Everton Ribeiro também cumpriu com menos funções defensivas nos 90 minutos que atuou na Copa América. A ideia de Tite é que ele possa fechar pelo meio quando o Brasil estiver sem a bola, com Jesus – quando titular – acompanhando lateral.

Com a bola, a comissão técnica entende que os dois podem e devem trocar de lugar, com Ribeiro caindo pela ponta e Jesus por dentro. Como aconteceu neste lance contra o Peru, que terminou com finalização de Danilo com perigo.

Auxílio a Danilo

Jogador de toques rápidos, Everton Ribeiro tem característica de soltar a bola rápido. Foi dessa maneira que conseguiu ajudar Danilo na construção de jogadas. Um pouco recuado em relação a Gabriel Jesus, ele devolveu a bola em que o lateral da Juventus entrou na área e sofreu o pênalti contra a Venezuela.

Mais recuado

Esta possibilidade ainda não foi vista muito em campo, mas a comissão técnica enxerga Ribeiro também como possível jogador de distribuição de jogada. De frente para o campo adversário. Posição em que Lucas Paquetá chegou a ser testado no lugar de Fred. Pelo meio, prepararia melhor jogadas e poderia favorecer possível arremate de fora da área.

Aproximação com Neymar

Com dois pontas abertos, Neymar se acostumou a receber próximo da linha central para furar a marcação adversária. Procura, quase sempre, o drible para sair do marcador no sistema de Tite. Mas Ribeiro o ajuda a progredir sem a necessidade imediata da finta.

Contra o Peru, quando o camisa 10 pegou a bola pelo meio de campo, Ribeiro se posicionou atrás dos marcadores de Neymar, que lhe passou a bola. O tapa de volta deixou Neymar de frente para depois tocar a Richarlison. Na sequência da jogada, Ribeiro marcou o primeiro gol pela Seleção.

Tabela

No Flamengo, que joga também quase todo o tempo com a bola, Everton Ribeiro se acostumou a jogar cercado de adversários. O raciocínio rápido o ajuda a resolver jogadas e fazer o time entrar na área do rival. É dessa maneira que ele se posiciona na Seleção também quando fica por dentro. No detalhe, jogada que não saiu gol por muito pouco. Com Jesus na ponta, ele devolveu de primeira e o atacante do City cruzou com muita força. Neymar não alcançou./ge

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