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Papa diz que situação da Amazônia é perigosa e critica porte de armas

Em discurso na 75ª Assembleia Geral das Nações Unidas, o papa Francisco falou sobre a gravidade da situação da floresta amazônica e dos povos indígenas e afirmou que é uma crise ligada à questão social.

“Eu penso na perigosa situação da Amazônia e dos povos indígenas que vivem lá. Isso nos lembra que a crise ambiental é intimamente ligada à crise social e que o cuidado com o ambiente exige uma abordagem abrangente para lidar com a pobreza e combater a exclusão”, disse em discurso gravado e veiculado nesta sexta-feira (25/09).

A situação da Amazônia já havia sido citada nesta Assembleia Geral das Nações Unidas, na abertura, no discurso do presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou que os incêndios são usados em campanha internacional contra o Brasil, afirmou que o fogo não se propaga na floresta e quem as queimadas são realizadas pelos índios e caboclos.

Armas de fogo

Fiel à sua postura já conhecida, o papa também voltou a condenar “a lógica perversa” que vincula a segurança ao “porte de armas”. “Devemos desmontar a lógica perversa que vincula a segurança pessoal ou nacional ao porte de armas. Essa lógica serve apenas pra aumentar os lucros da indústria armamentista”, argumentou.

Multilateralismo

Em seu discurso, o pontífice também lamentou uma “erosão do multilateralismo” e o “clima de desconfiança” que reina no mundo.

“Devemos acabar com o atual clima de desconfiança. Na verdade, estamos enfrentando uma erosão do multilateralismo tão grave quanto no momento de desenvolvimento de novas tecnologias militares”, disse.

Sem citar os países afetados, o pontífice fez um apelo para que “flexibilizem as sanções internacionais” que, segundo ele, afetam principalmente as populações civis.

O papa argentino expressou também seu desejo de que a ONU seja mais eficaz e que o Conselho de Segurança seja “mais unido e determinado”.

“Nosso mundo, carregado de males, precisa que as Nações Unidas se tornem um vetor internacional de paz cada vez mais eficaz. Isso significa que os membros do Conselho de Segurança, especialmente os membros permanentes, devem agir com mais unidade e determinação”, disse.

“Você nunca sai de uma crise como antes. Ou sai melhor, ou pior” e a crise relacionada à pandemia de covid-19 “nos mostrou que não podemos viver uns sem os outros”, afirmou o papa.

“As Nações Unidas foram criadas para unir as nações, para representar uma ponte entre os povos. Façamos um bom uso desta instituição”, pediu.

(Cominformações/OPovo)

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