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Com mais de mil atendimentos, Hospital de Campanha do PV começa a ser desmontado

O Hospital de Campanha do Presidente Vargas, no bairro Benfica, foi desativado na manhã desta segunda-feira (21/09). O equipamento foi construído na Capital para acolher pacientes com o novo coronavírus. Construído em menos de um mês, o hospital começou a funcionar em 18 de abril e atendeu 1.239 pacientes, sendo que 1.025 saíram recuperados da doença.

Já em agosto, no dia 14, não havia mais nenhum paciente internado por Covid-19, segundo Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Ainda assim, a estrutura permaneceu montada para atender casos da doença de acordo com a demanda da população.

No primeiro mês de atendimento, o Hospital recebeu 649 pacientes. De acordo com a secretária da
Saúde, Joana Maciel, o hospital de campanha do PV foi determinante para o êxito das ações de atendimento à população de Fortaleza. “Exatamente porque estava pronto no período em que a Cidade mais precisou da ampliação dos serviços de saúde por causa da pandemia. Quando chegamos ao pico da pandemia, a gente pôde contar com a nova estrutura” afirmou, em nota. Ela destaca ainda a construção de uma rede hospitalar somando leitos do hospital de campanha do PV com os leitos do IJF2, com a rede assistencial nas UPAS e nos postos de saúde.

Segundo Joana, o pico da doença na Cidade foi entre a última semana de abril e as duas primeiras semanas de maio – período em que o Hospital chegou a receber 48 pacientes por Covid-19 em apenas um dia.

Prefeito Roberto Claudio anunciou construção do hospital temporário no dia 23 de março. Foram construídos mais de 200 leitos, em uma estrutura metálica de mais de 3.500m². O novo hospital tinha estrutura completa, incluindo 17 enfermarias e 12 leitos.

Segundo RC, o novo hospital surgiu devido aumento da demanda por internamento hospitalar na Capital. “Estamos trabalhando isso de forma antecipada”, disse o prefeito durante anúncio em live. As estruturas metálicas do hospital foram deslocadas do Pecém. À época, população cearense contava apenas com hospital Leonardo da Vinci e parte do IJF 2 para o atendimento de casos de Covid-19.

De início, hospital do PV era composto por leitos comuns, que poderiam ser adaptados em leitos de Terapia Intensiva dependendo da necessidade.

Processo de construção

Na primeira semana de trabalho, as obras do Hospital de Campanha foram focadas na parte de infraestrutura, hidráulica e elétrica. De acordo com a Prefeitura de Fortaleza, a logística de aquisição, recebimento e entrega de insumos e materiais, assim como Equipamentos de Proteção Individual (EPI), camas e respiradores foi “gradativamente efetivada ao longo do mês de abril”. A estrutura hospitalar temporária contava, inicialmente, com 204 leitos, podendo esta capacidade ser ampliada para até 306, conforme a demanda necessária para atender pacientes infectados com o novo coronavírus.

“Inicialmente, o Hospital de Campanha vai atender apenas a pacientes no perfil de enfermaria. Internações com necessidade de ventilação mecânica e de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) serão direcionadas para o Instituto Dr. José Frota (IJF), onde atualmente já há 10 leitos com aparelhos de respiradores artificiais” destacou a Prefeitura, em nota, ainda em março.

Questionada pelo MPCE sobre os motivos para escolher o estádio Presidente Vargas como destino para o hospital de campanha, e não outros equipamentos como o Centro de Eventos e o Centro de Formação Olímpica (CFO), a Prefeitura de Fortaleza alegou que, nesses locais, haveria a necessidade de reformas, além de quebradeira para implantar tubulações especiais de hospitais. Fora isso, o lugar também precisaria não ser totalmente fechado, tendo em vista que a renovação do ar é importante no combate ao coronavírus.

(Cominformações/OPovo)

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