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Vacina contra Covid-19 de Oxford em parceria com instituições brasileiras poderá ser usada agora em dezembro

Estudos realizados pela Universidade de Oxford em parceria com diversas instituições brasileiras apontam resultados positivos em relação a vacina contra o novo coronavírus. Em fase de testes em seres humanos no Brasil e no Reino Unido, a vacina de Oxford foi considerada pela OMS a candidata com melhor desenvolvimento dentre as mais de cem em andamento.

Os resultados preliminares são promissores e apontam os meses de outubro e novembro como decisivos para a distribuição de uma vacina contra o coronavírus já de dezembro deste ano para janeiro de 2021. Mas existe a possibilidade de que primeiras aplicações na população possam ser feitas antes mesmo da finalização dos estudos, trazendo a perspectiva ainda para 2020. É o que a prevê a Maria Augusta Bernardini, diretora-médica da AstraZeneca Brasil. A empresa farmacêutica, com sede no Reino Unido, já está num esforço “de guerra” para a produção de bilhões de vacina nos próximos meses, uma vez que se comprove a eficácia do estudo.

Maria Augusta falou na noite desta segunda-feira (29/06), durante uma live com o Vijay Rangarajan, embaixador britânico no Brasil que está acompanhando de perto todos esses esforços entre as nações a partir da pesquisa científica. A reunião acontece no contexto em que a Universidade de Oxford, em parceria com diversas instituições brasileiras, buscam conjuntamente uma vacina contra a Covid-19. “Ao redor de outubro e novembro esperamos ter resultados preliminares. Caso sejam positivos de forma significativa, vamos, sim, avaliar com as autoridades se podemos ter uma autorização de registo em forma ‘de exceção’, para que a gente possa disponibilizar à população antes mesmo da finalização do estudo”, explica a médica.

Pelo acordo entre os países, serão produzidas 30 milhões de doses na Fiocruz. Uma quantidade que deve aumentar após a transferência tecnológica de toda a cadeia produtiva da vacina. O embaixador britânico Vijay Rangarajan defende que essa transferência tecnológica será importante também para vacinas contra outras doenças.  E fica o desafio para a distribuição: “precisaremos de uma distribuição eficaz. Importante que cada país tem que pensar em comprar vacina o mais rápido que possível, mas utilizar dentro de uma estratégia geral. No Reino Unido, vamos usar primeiramente para os profissionais de saúde, depois idosos e pessoas com comorbidades é, em seguida, para o público em geral”.

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