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“Urban Jungle”: a chamada floresta urbana vira tendência e ganha destaque na decoração dos espaços nas grande cidades

Viver nas metrópoles e nos grandes centros urbanos várias vezes significa não ter tempo ou espaço para apreciar o verde. Por isso, uma tendência crescente da arquitetura nos últimos anos tem invadido projetos de urbanistas e paisagistas e se tornado queridinha dos aficionados por decoração. O “urban jungle”, que traduzido do inglês significa “floresta urbana”, é um movimento que propõe enxergar o mundo de fora como componente do lar e aproximar a natureza da vida dos moradores, uma prática que parece perdida nas grandes cidades.

Mesclando o cinza do concreto, cor que predomina nas construções modernas, ao verde vivo das plantas tropicais, esse estilo de decoração pode transformar radicalmente a energia e a relação das pessoas com o ambiente, quebrando a monotonia das cores frias e neutras e das linhas retas dos projetos mais contemporâneos, e proporcionando uma sensação maior de aconchego e pertencimento, além de conferir bastante personalidade ao espaço.

Segundo o jardinista Fabrício Pereira, da Bonjardim Ambiental, empresa especializada em implantações de áreas verdes, o “urban jungle nada mais é do que a inclusão de plantas e elementos ligados à natureza no interior de ambientes. Isso pode ser feito com vasos, prateleiras, caixotes de madeira, tijolos de concretos e diversos outros materiais”.

Para o especialista, quem deseja aventurar-se nesse estilo não precisa seguir muitas regras, desde que lembre-se que o cuidado com as plantas precisa ser constante e, por isso, o ideal é que se encaixe na rotina. “Esse estilo é perfeito para aqueles que já costumam ou curtem cuidar de plantas e conhecem as necessidades de cada espécie. Para quem não tem intimidade com plantas, mas deseja entrar nesse universo, pode pesquisar sobre os cuidados de cada tipo”, pontua.
Como aplicar a tendência no meu ambiente?

Fabrício explica que o verde é o aspecto central do urban jungle, mas brincar com outros materiais naturais como madeira, palha, barro, bambu, barbantes em cor crua, por exemplo, também é permitido. “Mesclar tudo isso com elementos mais modernos como vasos de vidro, metal, quadros, itens decorativos em ferro e alumínio também é muito interessante”, opina.


O verde também pode estar em estampas de almofadas, tapetes, papel de parede. O segredo está em dar menos protagonismo para flores e maior destaque para as folhas. “No urban jungle não precisa ter medo de pecar pelo excesso. A maneira mais óbvia de criar essa atmosfera de floresta dentro de casa é exagerar nas plantas com folhagens de todos os tons de verde. Escolha um ambiente com uma boa iluminação e ventilação. É importante observar que plantas com grandes estruturas podem não ter um bom desenvolvimento em ambientes menores e, nesses casos, o ideal é selecionar várias espécies pequenas e distribuí-las. Espécies que necessitam de mais incidência solar do que outras devem ser incluídas em espaços com maior claridade. Para preencher espaços com menos incidência de raios solares, dê preferência para espécies de sombra”, ensina o jardinista.

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