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Mais de 800 secretários municipais incluindo chefes de gabinete receberam o auxílio emergencial

A filtragem de dados realizada pela Controladoria Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), detectaram um grande número de secretários municipais e ou chefes de gabinete que receberam pelo menos a primeiro parcela do auxílio emergencial. No Ceará foram identificados 24.232 pessoas que não teriam direito ao benefício por estar em emprego formal.

Na relação existem coronéis da Polícia Militar, secretários municipais, chefes de gabinete, advogados, procuradores municipais, diretores de finanças, chefes de setor e até inspetores da Polícia Civil lotados no Tribunal de Justiça. Alguns em poucos registros, outros em grande quantidade de casos.

Na análise dos dados foram identificados 809 secretários municipais ou ocupantes de chefias de gabinete que embolsaram pelo menos a primeira ou a segunda parcela de R$ 600 do benefício. “Todos os que entraram nessa nossa lista já receberam e terão que devolver”, exalta Giovanni Pacelli, superintendente da CGU no Ceará. Outros 667 apontados são chefes de setor, ganham a mais no salário por função comissionada, 11 são advogados, 4 são diretores de finanças. Dois atuam como procuradores em suas cidades, sabem os ditos da lei. Dois são coronéis da PM, a última patente da corporação.

De acordo com o Superintendente da CGU, “O que a gente destaca na Nota Técnica enviada aos gestores é que o que está sendo apontado é uma possível irregularidade. A pessoa pode de fato se enquadrar na má fé, ter se cadastrado sem fazer jus, ou o caso pode ser fraude, estelionato, alguém utilizou o CPF desse servidor na tentativa de obter o benefício indevido”, pondera Carlos Nascimento, secretário de Controle Externo do TCE. “Nenhum dos nomes será apontado publicamente. A ideia não é expor a pessoa, é expor o fato”, acrescenta Pacelli.

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