/Testes em macacos com o antiviral “remdesivir” mostra que o remédio evita danos nos pulmões contra o novo coronavírus

Testes em macacos com o antiviral “remdesivir” mostra que o remédio evita danos nos pulmões contra o novo coronavírus

O remdesivir, um dos remédios que vêm sendo testados contra o novo coronavírus demonstrou resultados promissores e foi capaz de reduzir a carga viral evitando danos aos pulmões de macacos infectados com o Sars-CoV-2, o agente causador da covid-19. É o que mostra um estudo americano publicado nesta terça-feira (09/06), na revista Nature. A publicação informa que o processo de publicação foi mais acelerado, mas que o artigo passou pela revisão por pares.

No estudo, dois grupos de macacos-rhesus infectados por coronavírus foram submetidos a tratamentos diferentes, um com remdesivir e outro com placebo. Além de redução significativa nos sintomas, aqueles que receberam a medicação apresentaram resultados melhores em exames como raios-x pulmonares. As necrópsias realizadas ao fim da pesquisa mostraram lesões pulmonares em todos os macacos que receberam placebo, mas em apenas um do grupo que foi tratado com o remédio.

Apesar de o modelo animal contaminado com o Sars-CoV-2 desenvolver uma doença de leve a moderada, sem a gravidade observada em pacientes com a covid-19, os pesquisadores indicam que os resultados apoiam o início precoce do tratamento com remdesivir em pacientes com covid-19 como forma de prevenir uma progressão para pneumonia.

O remdesivir é um remédio antiviral que já está sendo testado em ensaios clínicos com humanos contra o coronavírus após ter demonstrado eficácia contra infecções por SARS-CoV e MERS-CoV em modelos animais e ter inibido a replicação do vírus in vitro. A droga está incluída no ensaio clínico global Solidariedade, coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que avalia a eficácia de cinco drogas contra a doença.

Um teste conduzido pelo pesquisador brasileiro André Kalil, na Universidade de Nebraska, mostrou, em resultados preliminares da fase 1, que pacientes que tomaram o remdesivir se recuperaram quatro dias antes daqueles que receberam placebo. A FDA, agência de regulação de drogas dos Estados Unidos, concedeu uma autorização para uso de emergência da droga.

 

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