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Deputada bolsonarista Carla Zambelli teria antecipado que PF iria deflagrar o “Covidão”

A deputada bolsonarista Carla Zambelli (PSL-SP) demonstrou ter informações privilegiadas sobre investigações da Polícia Federal, ao adiantar na segunda-feira (25/05), em entrevista à Rádio Gaúcha, que a PF estava prestes a deflagrar operações para investigar irregularidades cometidas por governadores durante a pandemia.

“A gente já teve algumas operações da Polícia Federal que estavam ali, na agulha, para sair, mas não saíam. E a gente deve ter, nos próximos meses, o que a gente vai chamar, talvez, de ‘Covidão’ ou de… não sei qual vai ser o nome que eles vão dar… mas já tem alguns governadores sendo investigados pela Polícia Federal”, disse a parlamentar.

A expressão “Covidão” deve ser um referência as ações de governadores e prefeitos que atendem as determinações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e seguem uma ideologia contrária às ações pregada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).

A entrevista da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) é uma demonstração de que operações da Polícia Federal entrariam em curso em Estados e Municípios da federação. A deputada federal demonstrava ter informações privilegiadas.

Na segunda (25/05), foi deflagrada uma operação em Fortaleza contra o prefeito Roberto Cláudio, denominada de “Dipneia” apurando casos de corrupção na compra de respiradores. O prefeito Roberto Cláudio em declaração nas redes sociais já declarou que a operação teve motivações políticas na capital cearense, deixando a entender que o comando teria partido de um cargo de confiança do presidente da República.

Nesta terça-feira (26/06), a PF deflagrou a Operação Placebo, que atinge o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), um dos principais desafetos do presidente Jair Bolsonaro. Agentes cumprem mandado de busca na residência oficial do governador e no escritório da primeira-dama do Estado, Helena Witzel.

Antes da operação que atinge Witzel ser deflagrada, outro bolsonarista, o deputado Filipe de Barros (PSL-PR) demonstrou ter informações privilegiadas. Ele afirmou pelo Twitter, no último dia 24, que bastou Moro “sair do Ministério da Justiça que a Polícia Federal voltou às ruas em operações de combate à corrupção, agora no COVIDÃO”, escreveu.

Coincidentemente as primeiras operações foram deflagradas em dois Estados que mais são atingidos pelo novo coronavírus, Ceará e Rio de Janeiro.

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